12.09 – 70º Aniversário de Caio Fernando Abreu

Retrato: Caio Fernando Abreu (abril, 2016)  / Artista: Pedro Franz

Nada em mim foi covarde, nem mesmo as desistências: desistir, ainda que não pareça, foi meu grande gesto de coragem”.

. Caio Fernando Abreu in Morangos Mofados .

Inteligentes demais…

“O ato essencial da guerra é a destruição, não necessariamente de vidas humanas, mas dos produtos do trabalho humano. A guerra é uma forma de despedaçar, de projetar para a estratosfera ou de afundar nas profundezas do mar materiais que, não fosse isso, poderiam ser usados para conferir conforto excessivo às massas e, em consequência, a longo prazo, torná-las inteligentes demais”.

. George Orwell in 1994 .

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Ininteligíveis

“Por dois segundos o outro aposento ficou em silêncio. Então, subitamente, a parede irrompeu numa pequena explosão de barulhinhos eletrônicos ininteligíveis. R2, sem dúvida”. 

. Timothy Zahn in Herdeiro do Império .

06.08 [18] – 73 anos depois da Bomba de Hiroshima

E mais uma vez já esquecida de que esse horror um dia aconteceu, fiz parte das pessoas que “em número cada vez maior, haviam se tornado complacentes (…) desde o término da constante e amedrontadora rivalidade nuclear entre os Estados Unidos e a União Soviética”. Tive e confesso, com vergonha, “uma espécie de amnésia (que) tinha começado a afetar a civilização, uma amnésia particularmente perigosa, na qual as pessoas começavam a esquecer o que as bombas atômicas realmente fazem”.

Uma pesquisa me fez lembrar de um livro (O Último Trem de Hiroshima), e agora eu compartilho com vocês: temos que ser lembrados disso ano a ano, porque…

Não deveríamos deixar a guerra acontecer nunca mais”.

─ Um sobrevivente,
Charlles Pellegrino in O Último Trem de Hiroshima

E a coleção aumentando…

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Gente, eu sigo, assisto tudo e adoro a Tati Feltrin. Recentemente assisti um vídeo dela sobre meu #livrofavoritodavida e isso rendeu a releitura na edição da Editora Zahar e a busca enlouquecida dessa #edição na foto, da Editora Landy, já esgotada. Esta, vem enriquecida com um apêndice no qual se encontra uma bela mostra documentativa com seleção de textos críticos posteriores, notícias bibliográficas, quadro cronológico, prefácio à edição de 1850, além de poemas de Emily Brönte. Encontrei em ótimas condições na Estante Virtual, embalado carinhosamente pelo Sebo Linha Paulista e agora minha #coleção conta com a 20a. edição  (sim, já virou patologia de acordo com José Mindlin, mas é das boas ❤ ).
Duas outras aquisicoes: Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel e As Duas Torres (O Retorno do Rei ainda não chegou, mas encontrei também ♥️), primeiras edições, com diagramação mais confortável, lançadas pela Editora Martins Fontes em 1994, indicação da Tati Feltrin também, e que me animou a tentar ler essa #obra novamente (a primeira vez que tentei ler, foi num volume único cheio de apêndices enormes e notas de rodapé maiores que os capítulos, não dei conta e abandonei. Tentei em inglês uma segunda vez e também não tive sucesso, quem sabe agora vai ^_^ )
P. S. O novo Nelly Dean (capa linda ❤ ), descoberto pela Monique Farias (obrigada 😉 ), só tem em inglês por enquanto, e conta a história da querida Nelly do livro O Morro dos Ventos Uivantes ❤  Comprei na Saraiva.
P.S. ² A cadeirinha linda que você viu na primeira foto, é feita por uma amiga muito talentosas do 100Cadeiras & Outras Coisas. Recomendo super o trabalho dela!!

Livre

“I. um livro adorado
II. um dia frio e nublado
III. uma caneca de café
IV. um cobertor quentinho
V. você.
─ as únicas coisas de que preciso para me sentir livre”. 

. Amanda Lovelace in A Princesa salva a si mesma neste Livro .

30.07 – 200º Aniversário de Emily Brönte

[seu caráter possuía] uma peculiar combinação de timidez e coragem espartana… Era dolorosamente introspectiva, mas no aspecto físico surpreendia por sua coragem. Amava poucas pessoas, mas a essas poucas dedicava um amor capaz de grandes sacrifícios, terno e devotado. em relação às fraquezas alheias, era compreensiva e pródiga no perdão, mas sobre si mesma mantinha uma vigília contínua e austera, nunca se permitindo desviar por um instante do que julgava ser sua obrigação”.

. Eva Hope in Rainhas da Literatura Vitoriana (1871) .