[2021] Feliz Natal!

Acho que todo mundo já sabe que eu o Grinch e não sou fã dessa época, mas eu fiz a releitura desse livro maravilhoso do autor João Cabral de Melo Neto e gostaria de compartilhar com vocês, em especial a parte do poema intitulada Auto de Natal.

Severino, o protagonista, depois de uma longa jornada — sua penitência — fugindo da seca, chega a capital e continua encontrando apenas a miséria e a morte. No entanto, quando está pensando em acabar logo com essa vida de sofrimento, é abordado por outro severino anunciando o nascimento de seu filho.

Essa parte é claramente uma referência ao nascimento de Jesus. O pai da criança se chama José, o nascimento é apresentado como um presépio e os vizinhos trazem presentes — simples lembranças de pessoas pobres que apresentam ao menino como “Minha probreza é” — como os três Reis Magos.

“E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena”

O fim desta obra, que parecia óbvio na morte, acaba sendo a vida! Vida essa que insiste em continuar acontecendo, mesmo em meio à tanta miséria e desolação. Morte e Vida Severina é um poema trágico, melancólico e que nos traz imensas reflexões, nos tira da zona de conforto e nos faz desconfortáveis diante de uma realidade seca.

Pensei em trazer esse texto para nossa reflexão nesta noite de Natal, para nos lembrar dos verdadeiros sentimentos que deveria nos despertar, não só hoje, mas em todos os dias do ano: renascimento, fé, amor em todas as suas formas, empatia e caridade.

Que possamos também nos lembrar e fazer uma oração, independente da fé de cada um, a todos os que perderam entes queridos nesses últimos dois anos tão difíceis que temos vivido.

“Só uma coisa era fundamental (e dificílima): acreditar”.
#CaioFernandoAbreu in Pequenas Epifânias

Feliz Natal 🎄🕊💕
#blogentreaspas #euapoioliteraturanacional #natal #amor

08.03 [21] Dia Internacional da Mulher

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher a Revista Caderno Poético fez uma edição inteirinha dedicada a mulheres maravilhosas da nossa literatura! Quer conferir na íntegra? Clique aqui.

Na Coluna “Poesia” Entre Aspas que tenho orgulho e honra de escrever para esta revista, falei sobre o livro “Mar Absoluto/Retrato Natural” da fantástica Cecília Meireles!! Vem conferir ❤

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08.03 [20] Dia Internacional da Mulher

“Neste domingo de sol e de Júpiter estou sozinha em casa. Dobrei-me de repente em dois e para frente como em profunda dor de parto – e vi que a menina em mim morria. Nunca esquecerei este domingo sangrento. Para cicatrizar levará tempo. E eis-me aqui dura e silenciosa e heróica. Sem menina dentro de mim. Todas as vidas são vidas heróicas. A criação me escapa. E nem quero saber tanto. Basta-me que meu coração bata no peito”.

. Clarice Lispector in Água Viva . 

Acredito que todas nós tenha passado por isso. Clarice escreve pra nós, de nós e por isso separei essa citação desse livro lindo para homenagear a todas as mulheres heróicas de coração batendo no peito que conheço, em especial minha mãe, Elvira R. Souza ❤️

2020…

“Que seja doce (…)Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante”.

. Caio Fernando Abreu .

Feliz Ano Novo! 🎇🎆✨💛

Feliz Dia das Mães

Desde muito pequena, por influência da minha mãe que sempre leu muito, vivi rodeada de livros. A textura do papel, o cheiro, as figuras, as letras de diversos tamanhos e formatos sempre me encantaram e eu corria os olhos por elas com prazer. Desde sempre, por prazer. Muitas e muitas vezes troquei aquele brinquedo cobiçado por qualquer criança por um livro, pedido no Natal, aniversário e fora de época. Gostava, além de lê-los ansiosamente, de vê-los ali no meu quarto. Amigos que faziam as vezes dos irmãos que não tinha (sou filha única). Minha história de vida tem as palavras e os livros como base desde o começo. Minha infância foi florida de livros e histórias que me ajudaram, emocionaram, desenvolveram e por isso só tenho a agradecer aos meus pais, por todo o incentivo que me deram e continuam dando até hoje. Mas é a minha mãe, que foi o meu exemplo de mulher leitora e outros tantos, que hoje quero homenagear, abraçar e agradecer! Obrigada Elvira R. Souza. Infinita #gratidão. Feliz Dia das Mães. Te amo.

#Lyani
➡️Esta obra está licenciada sob uma Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil License.

12.03 [19] – Dia do Bibliotecário

Um dos exemplos mais emblemáticos de bibliotecários em quadrinhos tem que ser Barbara Gordon, mais conhecida por seu pseudônimo, Batgirl. Estreando na década de 1960, o trabalho diurno da Batgirl é como bibliotecária-chefe na biblioteca pública de Gotham, mas ela também é uma super-heroína que ajuda Batman em seus esforços de combate à criminalidade. Depois que ela foi baleada e paralisada pelo Coringa no controverso “Batman: The Killing Joke”, de Alan Moore, Barbara Gordon passou a ser Oracle, uma super-heroína que não permitiu que sua deficiência a impedisse de fazer uso do computador e habilidades de busca por informações como parte dos “Birds of Prey”. Em ambas encarnações, ela fez uso das competências que ganhou como bibliotecária para apoiar suas missões como uma super-heroína.

Fonte: Bibliotecários sem Fronteira
[Texto original Librarians Portrayed in Comics de Carli Spina, publicado no ótimo blog Cosplay, Comics, and Geek Culture in Libraries]

Porque somente o amor é capaz de transformar o mundo

O Natal foi ontem, mas uma grande amiga escreveu este texto e achei que merecia ser postado, para reflexão…

Para vocês aí que gostam tanto de falar em família, lembrem-se: Jesus nasceu pobre, humilde, foi perseguido e morto pelos poderosos. Ensinou a compreender, nunca julgar. “Atire a primeira pedra quem não tiver nenhum pecado”, foi o que ele disse para resgatar uma prostituta do apedrejamento em praça pública. Jesus encarnou nesse mundo para ensinar o AMOR, somente o amor.  Se ele estivesse nesse planeta, em carne e osso e agora, neste momento, ele seria negro, índio, pobre, gay, transgênero, com deficiência, refugiado, trabalhador, mulher! Ele escolheu ser humilde materialmente para poder demonstrar a grandeza do seu espírito. Ele escolheu estar perto das minorias. Em tempos sombrios de violência e medo, Jesus “não solta nossas mãos” porque ele é um de nós. Foi ofendido e humilhado, e venceu pelo AMOR.

TODO TIPO DE AMOR É JUSTO. Porque somente o amor é capaz de transformar o mundo.

O amor é o sentimento mais revolucionário que existe.

O VERDADEIRO JESUS É UM DE NÓS. Por isso ele É conosco! Não há razão para ter medo ❤

Feliz Natal! 🎄🎄🎄❤🎉✨

Texto escrito pela jornalista e mestranda Bárbara Garcia
e cedido carinhosamente a este blog para publicação.