Amor, apenas.

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Homem chora abraçado a seu cão que faleceu por inalação de fumaça. Os bombeiros tentaram salvá-lo, mas já era tarde demais. Só quem tem um filho de patas é que entende essa dor. Que Deus conforte o coração desse pai.

E nesse mundo tão cheio de ódio, guerra e intolerância, eu não consigo deixar de pensar nessas pessoas que perdem seu tempo julgando os tipos de amor, se sentindo mais gente por sentir o “jeito certo”. Amor é amor. Se houvesse mais amor de qualquer tipo no mundo e as pessoas parassem de julgar qual deles é certo e errado, talvez houvesse menos guerra, menos ódio e mais tolerância. Mais amor, por favor ❤️

“Ensaia um sorriso 
e oferece-o a quem não teve nenhum. 
Agarra um raio de sol 
e desprende-o onde houver noite. 
Descobre uma nascente 
e nela limpa quem vive na lama. 
Toma uma lágrima 
e pousa-a em quem nunca chorou. 
Ganha coragem 
e dá-a a quem não sabe lutar. 
Inventa a vida 
e conta-a a quem nada compreende. 
Enche-te de esperança 
e vive á sua luz. 
Enriquece-te de bondade 
e oferece-a a quem não sabe dar. 
Vive com amor 
e fá-lo conhecer ao Mundo”.

. Mahatma Gandhi in À Descoberta do Amor .

 

Perdoando Deus – O conto na vida.

Em menos de um segundo estava eu eriçada pelo terror de viver, em menos de um segundo estilhaçava-me toda em pânico, e controlava como podia o meu mais profundo grito. (…) E a revolta de súbito me tomou: então não podia eu me entregar desprevenida ao amor? De que estava Deus querendo me lembrar? Não sou pessoa que precise ser lembrada de que dentro de tudo há o sangue. Não só não esqueço o sangue de dentro como eu o admiro e o quero, sou demais o sangue para esquecer o sangue, e para mim a palavra espiritual não tem sentido, e nem a palavra terrena tem sentido. Não era preciso ter jogado na minha cara tão nua um rato”.

Clarice Lispector in Felicidade Clandestina .

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Tempo para Ler

Tendo descoberto as delícias da leitura, Sua Majestade sentiu vontade de passá-la adiante.
_ Você lê, Summers? – perguntou ao motorista, a caminho de Northampton.
_ Ler, majestade?
_ Livros?
_ Quando tenho chance, majestade. Parece que nunca dá tempo.
_ É o que diz uma porção de gente. É preciso encontrar tempo. Agora de manhã, por exemplo. Você vai ficar sentado na porta da prefeitura me esperando. Podia ler.
_ Tenho de vigiar o carro, majestade. Estamos nas Midlands. O vandalismo é universal”.

. Alan Bennett in Uma Real Leitora .

Adorei esse trecho do livro, porque eu gosto muito de ler. E leio muito. Este ano já passei dos 80 livros e pretendo chegar a 100. É meu lazer favorito e aí as pessoas me perguntam: como você consegue ler tanto? Tenho certeza que alguns acham que eu não faço mais nada da vida, mas não é verdade. Eu trabalho, sou bibliotecária e pra melhorar trabalho em uma escola com crianças e adolescentes. Chego em casa morta de cansaço e ainda tem as coisas de casa pra fazer. Não tenho filhos (e  longe de mim querer comparar o trabalho e a responsabilidade de criar uma criança) mas tenho animais de estimação que também demandam atenção e acredito que ainda que tivesse filhos arranjaria tempo para ler. Porque só não lê quem não quer, quem não gosta, quem prefere outros tipos de lazer. É errado? Claro que não!! Cada um gosta de fazer uma coisa. Se todo mundo gostasse da mesma coisa ia ser um mundo muito chato. O que me incomoda de verdade, e as vezes, são as desculpas esfarrapadas. Como essa do motorista da Rainha. “Ah, eu não tenho tempo pra ler”. Não, a verdade é: eu não quero ler nesse tempo que tenho livre. Quero ver TV, ouvir rádio, ficar na internet, enfim… Tempo pra ler, todo mundo tem! E eu acharia muito mais legal a pessoa dizer a verdade: Ah, eu não quero ler… e pronto! Não é pecado.

*originalmente postado em novembro 17, 2010 às 11:42 am

Falta…

Eu queria escrever alguma coisa minha. Bonita e simples.
Mas só consigo pensar na falta que você me faz de vez em quando.
E é isso. Você me faz tanta falta de vez em quando…

{ Lyani }

Gaiola de prender idéias

Quando uma idéia boa me chegava eu a prendia na minha “gaiola de prender idéias”, um caderninho, na esperança de um dia transformá-la num artigo. Mas a quantidade de idéias que eu colocava na gaiola de prender idéias era muito maior que minha capacidade de escrever. Elas nunca iriam se transformar em literatura. Seriam condenadas ao esquecimento. Fiquei com dó delas. Resolvi então tirá-las da gaiola e soltá-las aos quatro ventos. Estão aí, neste livro.

Rubem Alves in Ostra Feliz Não Faz Pérola

Quem sabe um dia eu também não solte as minhas idéias aos quatro ventos… Por enquanto, deixo-as aqui… Em minha gaiola de prender idéias 🙂

O Menino do Pijama Listrado

Era um livro que eu gostaria de ler.
Mas, acabei de ver o filme e, com olhos ainda muito vermelhos, afirmo que talvez seja demais.
Li demais sobre o tema:

  1. Sem tempo para Chorar – Cynthia Freeman;
  2. Jóias – Danielle Steel;
  3. O Dossiê Odessa – Frederick Forsyth;
  4. Exodus – Leon Uris;
  5. O Sétimo Segredo – Irving Wallace;
  6. Mila 18 – Leon Uris;
  7. A Menina que Roubava Livros – Markus Zusak;
  8. As Memórias do Livro – Geraldine Brooks.

E já está na lista O Leitor de Bernhard Schlink. Será que eu consigo ler mais um livro sobre esse triste tema? Tema este que sempre me faz chorar? Que sempre me impressiona? *respira fundo* Não sei… quem sabe?

O que está acontecendo?

Eu também não sei.
Teve a fase dos estudos para um concurso que era o sonho da minha vida e então a vida me deu um belo tapa na cara, o concurso se foi, o resultado foi o mais negativo possível e aí tinha todo (não que seja muito)  meu tempo livre de volta e… *suspiro* Não sei. Desde que saí da prova sabendo que nada ia mudar que eu estou um pouco (pra não dizer totalmente) sem ânimo pra fazer quase nada. Sou super organizada (não é a toa que sou bibliotecária ;P ) e sempre deixo contas, roupas, livros, enfim… Tudo organizado em minha casa. Mas desde o concurso, perguntem ao meu marido se ele consegue achar qualquer coisa? Eu larguei mão de tudo e comecei uma rotina mecanizada de levantar, vestir, trabalhar, voltar pra casa, dormir. No meio disso, só um vício que não consigo abandonar: POLYVORE. Já ouviram falar? É um site de moda. Cliquem no link pra dar uma olhadinha, é viciante (rs). Sei lá, é como se fazer os looks e sets tirassem todos os problemas da minha cabeça. Em compensação fica tudo parado: blogger, twitter, escrever, leituras, filmes, felicidade. É, parece que eu peguei minha vida e coloquei num canto e disse pra mim mesma: “depois eu resolvo”. Mas, não tem “depois eu resolvo” com a vida, tem? Pra ajudar, estou com crise de bronquite e sinusite em casa já a 2 dias e amanhã vai ser mais um. Talvez seja emocional (eu tenho certeza) e está mais do que na hora de voltar a ativa (com tudo!). Peço milhões de desculpas a todos os leitores que continuaram vindo aqui religiosamente e deixando todos esses comentários maravilhosos e carinhosos. Vocês são muito especiais. De verdade! E é por isso que resolvi fazer esse post totalmente pessoal e sincero. Não vou conseguir voltar ao que era antes de uma hora pra outra, isso eu sei, mas vou tentar e VOU conseguir! E por isso, não me abandonem, ok? Me aguardem que eu volto visitando, comentando, escrevendo e postando muito! 😀