A Mania de Citar

“Não importa qual fosse o livro que eu estivesse lendo, adquiri o hábito de anotar por escrito sentenças isoladas ou passagens curtas que me parecessem dignas de atenção. Fazia isso tendo em vista o meu próprio uso ou para simples desfrute, como dizem os advogados, sem intenção alguma de publicar. Até que mais recentemente me ocorreu que pelo menos uma parte dessas citações – já na casa dos milhares – poderia despertar o interesse de outras pessoas”. 

Viscount Samuel in O Livro das Citações .

E eis a explicação mais perfeita da criação deste blog ❤

Permanece

“Quando percebemos nossos sentimentos e nossas emoções, quando conseguimos verbalizar o que sentimos, os libertamos. A verdadeira amizade permanece sem recalques, sem segredos. Na confiança de perceber e de compreender sem julgar”. 

.  Monja Coen in A sabedoria da Transformação .

Meus hábitos de Leitora (atualizando)

Há 10 anos atrás, Leonardo do Vísceras Literárias (que não existe mais, não consegui entrar no link 😦 ) me indicou e eu resolvi fazer!! E hoje, estou atualizando, com poucas mudanças, mas…

  1. Sempre antes de ler qualquer livro, abro na última página e leio a última palavra;
  2. Sou compulsiva por livros. Não posso receber promoção por e-mail ou entrar numa livraria sem comprar no mínimo um;
  3. Tenho mania de ler um livro ouvindo apenas uma música que é a que estou curtindo no momento, aí acabo associando o livro àquela música específica;
  4. Sou bastante influenciada a ler um livro pelo título;
  5. Adoro ler antes de dormir e no ônibus;
  6. Tenho muitos livros, mas nem perto do quanto eu realmente gostaria de ter e HOJE, graças DEus tenho um quarto só pra eles, e estantes que já estão abarrotadas precisando de renovação e mais espaço :o;
  7. Trato os livros como se fossem bens preciosos (e são!), não risco, não escrevo, não sublinho frases, não faço anotações, não dobro as pontas das páginas, só marco a página onde parei com um marcador e principalmente não leio enquanto estou me alimentando, ou deixo o livro próximo a comida, água ou qualquer coisa que possa causar o mínimo dano;
  8. Confesso que tenho algumas restrições quanto a emprestar meus livros. Só para quem eu tenho certeza cuidará bem deles e principalmente, me devolverá;
  9. Costumo chorar, rir, brigar com os personagens dos livros que leio. Pareço uma louca, eu sei, mas é inconsciente. Entro na história e é como se fizesse parte dela;
  10. Guardo todas as citações que mais gosto de todos os livros que já li e estou lendo aqui no meu blog e agora no meu insta também @blog_entreaspas ❤

E vocês? Quais são os hábitos de vocês como leitores? 🙂

Amigos que não sabem SER

Nas noites em que você se sentir sozinha, Victoria, feche os olhos. Troque seus olhos. Mude eles todas as noites se for preciso e acorde enxergando o mundo de outra forma. As pessoas e as luzes na rua ainda acesas quando você vai pra aula de manhã. Afaste as memórias dos amigos que te afastaram. A Primavera todo ano tenta ensinar pessoas teimosas que não querem aprender: a vida é feita de ciclos. Folhas caem. E folhas que caem, adubam. Passados ruins são folhas secas que representam a secura do coração de alguns. Aduba a sua vida e faz florescer o que diabos o seu sorriso desejar. Rega com vontade de vencer e espera que o tempo faz crescer dias melhores.

Sabe, menina, um dia eu já estive no topo do mundo ao som de Imagine Dragons, hoje me encaixo ao pé da minha cama ao som das risadas que certa vez eu dei. Victoria, qual a música que toca no seu fone? Quando eu coloquei o mundo no aleatório me acostumei com o acaso. A próxima música é o próximo dia, eu não espero mais nada de ninguém. Amigos vão e vem. Pessoas são difíceis, tem dias bons e dias ruins. Mas Victória, não me diga que um punhados de companhias erradas te fizeram deitar no colo da solidão. A própria solidão agora te estende a mão. Coloca a playlist no aleatório. Dança conforme o som aparecer e não espere que toquem a sua música favorita quando você achar que vai tocar. O acaso vai te mostrar bandas desconhecidas para você seguir a vida sem precisar lamentar nem um outro dia de amigos que não sabem ser amigos.

Texto: @akapoeta
Arte: @elesq 

Compulsão Patológica

Tenho. Descobri quando fui tirar uma foto que postei inclusive aqui, das edições do meu livro favorito: O Morro dos Ventos Uivantes de Emily Brönte e descobri que eram 18!! 18 edições diferentes do mesmo livro. Porquê… SIM. Porquê eu amo, e, pior… Não consigo ver uma edição nova e que eu não tenha e não comprar. Recentemente participei de um Seminário em Santiago, Chile e o que aconteceu? Tive que comprar uma edição em espanhol, já que ainda não tinha nessa língua.

Mas também não é QUALQUER edição que eu saio comprando. Tem que ser bonita, bem diagramada, diferente. Não é um papel de jornal que vai me conquistar 😛 Ou seja, já estou na etapa final da compulsão patológica que Mindlin, bibliófilo brasieliro, explicou bem melhor do que eu jamais faria:

Roubartilhei daqui:

A relação dos homens com os livros, em particular a dos bibliófilos, aqueles que por eles se apaixonam, passa por três estágios. Primeiro, os homens pensam que conseguirão ler um número de livros maior do que de fato é possível. Num segundo estágio, consequência imediata do primeiro, passam a desejar ter em mãos o maior número possível de obras dos autores de quem gostam. Num terceiro momento, já siderados, surgem o interesse pelas primeiras edições, geralmente raras, e a atração pelo livro como objeto de arte. Esta última fase é definida pelo mais célebre bibliófilo brasileiro, o empresário paulista José Mindlin, como perdição.

Quando se chega a esse estágio, aquele que pensava em ser na vida apenas um leitor metódico está irremediavelmente perdido”.

Confessa Mindlin. A patologia – doce patologia – está instalada em definitivo. Essa tese é defendida logo na abertura de “Uma Vida entre Livros – reencontros com o tempo.

Primeiro se começa com as edições comuns. Depois vem o interesse pelo livro bonito, com ilustrações e bem diagramados. A próxima é a busca das primeiras edições de um determinado título. Passa-se, então, a procurar exemplares autografados. A última etapa é a consciência da raridade. E aí você está definitivamente perdido.

Com toda certeza já estou DEFINITIVAMENTE perdida! ❤

Amor, apenas.

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Homem chora abraçado a seu cão que faleceu por inalação de fumaça. Os bombeiros tentaram salvá-lo, mas já era tarde demais. Só quem tem um filho de patas é que entende essa dor. Que Deus conforte o coração desse pai.

E nesse mundo tão cheio de ódio, guerra e intolerância, eu não consigo deixar de pensar nessas pessoas que perdem seu tempo julgando os tipos de amor, se sentindo mais gente por sentir o “jeito certo”. Amor é amor. Se houvesse mais amor de qualquer tipo no mundo e as pessoas parassem de julgar qual deles é certo e errado, talvez houvesse menos guerra, menos ódio e mais tolerância. Mais amor, por favor ❤️

“Ensaia um sorriso 
e oferece-o a quem não teve nenhum. 
Agarra um raio de sol 
e desprende-o onde houver noite. 
Descobre uma nascente 
e nela limpa quem vive na lama. 
Toma uma lágrima 
e pousa-a em quem nunca chorou. 
Ganha coragem 
e dá-a a quem não sabe lutar. 
Inventa a vida 
e conta-a a quem nada compreende. 
Enche-te de esperança 
e vive á sua luz. 
Enriquece-te de bondade 
e oferece-a a quem não sabe dar. 
Vive com amor 
e fá-lo conhecer ao Mundo”.

. Mahatma Gandhi in À Descoberta do Amor .

 

Perdoando Deus – O conto na vida.

Em menos de um segundo estava eu eriçada pelo terror de viver, em menos de um segundo estilhaçava-me toda em pânico, e controlava como podia o meu mais profundo grito. (…) E a revolta de súbito me tomou: então não podia eu me entregar desprevenida ao amor? De que estava Deus querendo me lembrar? Não sou pessoa que precise ser lembrada de que dentro de tudo há o sangue. Não só não esqueço o sangue de dentro como eu o admiro e o quero, sou demais o sangue para esquecer o sangue, e para mim a palavra espiritual não tem sentido, e nem a palavra terrena tem sentido. Não era preciso ter jogado na minha cara tão nua um rato”.

Clarice Lispector in Felicidade Clandestina .

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