Resenha: A Via Crucis do Corpo

Livro: A Via Crucis do Corpo
Autor(a): Clarice Lispector
Editora:
Rocco
Páginas: 84

Nota: 5
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Clarice é Clarice…
… Mas esse livro foi diferente de todos os livros dela que já li, porque foi um livro como ela mesmo chamou no conto Explicação de “encomendado”. E ela estava se sentindo um tanto mal com isso. Nesse conto explicação ela diz que avisou ao editor que não escrevia por encomenda e nem por dinheiro e sim por impulso, mas que enquanto a ligação corria, ela já começava a imaginar as histórias. Mas que tinha vergonha do que escreveu e que queria lançar com pseudônimo, mas que o editor não deixou porque ela deveria ter liberdade de escrever o que quisesse. O que fica claro na explicação e em quase todos os contos do livro que são 14, é que ela não estava confortável, mas as histórias vieram!! São, como tudo que Clarice escreve, profundas, um pouco tristes, totalmente VIDA nossa de cada dia e que nos fazem refletir. Amo Clarice porque ela nos faz mergulhar no que não queremos encarar, mas precisamos!!

Algumas citações que destaquei da leitura:

“Que podia fazer? senão ser a vítima de mim mesma.”

“Se contasse, não acreditariam porque não acreditavam na realidade.”

“Porque é dever da gente viver. E viver pode ser bom. Acredite.”

“Às vezes me dá enjoo de gente. Depois passa e fico de novo toda curiosa e atenta.”

Todos os contos são sobre sexualidade, algo que ela escreve com naturalidade, mas com pudor. É perceptível o desconforto em alguns momentos e ela inclusive pede desculpas às vezes por certos detalhes cruéis, segundo ela. Pede desculpas não a nós leitores, mas aos personagens por “ter que escrever isso”!!

Clarice sempre se utiliza dessas conversas em seus livros, com ela mesma, com o leitor, com os personagens, com Deus. E esse pra mim é o charme de sua literatura tão forte, que traz e aproxima a autora de nos, que mostra suas fraquezas, seus desconfortos, suas inseguranças e faz dela gente como a gente em situações que já vivemos ou ainda viremos a viver!!

Recomendo a leitura!!

23.04 [19] – Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais

Roubartilhei daqui:

Hoje, se me pergunto por que amo a literatura, a resposta que me vem espontaneamente à cabeça é: porque ela me ajuda a viver. Não é mais o caso de pedir a ela, como ocorria na adolescência, que me preservasse das feridas que eu poderia sofrer nos encontros com pessoas reais; em lugar de excluir as experiências vividas, ela me faz descobrir mundos que se colocam em continuidade com essas experiências e me permite melhor compreendê-las. Não creio ser o único a vê-la assim. Mais densa e mais eloquente que a vida cotidiana, mas não radicalmente diferente, a literatura amplia o nosso universo, incita-nos a imaginar outras maneiras de concebê-lo e organizá-lo. Somos todos feitos do que os outros seres humanos nos dão: primeiro nossos pais, depois aqueles que nos cercam; a literatura abre ao infinito essa possibilidade de interação com os outros e, por isso, nos enriquece infinitamente. Ela nos proporciona sensações insubstituíveis que fazem o mundo real se tornar mais pleno de sentido e mais belo. Longe de ser um simples entretenimento, uma distração reservada às pessoas educadas, ela permite que cada um responda melhor à sua vocação de ser humano.

Tzvetan Todorov in A Literatura em Perigo.

Objeto mais PERFEITO

“O LIVRO, eu acho, o objeto mais perfeito que o ser humano criou”.

. Ziraldo .

Da entrevista feita para uma campanha do Itaú Social para o incentivo à leitura:

09.04 [19] – Dia da Biblioteca

9 de Abril – Dia da Biblioteca. Um Decreto brasileiro datado de 09 de abril de 1980 instituiu no país a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, bem como o Dia do Bibliotecário. Por este motivo, o dia 09/04 é conhecido como o Dia da Biblioteca.

Fonte: ProLivro

Resenha: A Sombra do Vento

Livro: A Sombra do Vento
Autor(a): Carlos Ruiz Zafón
Editora:
 Suma de Letras
Páginas: 399

Nota: 5
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Carlos Ruiz Zafón me conquistou nas primeiras páginas desse romance. Usou uma química básica pra conseguir isso: livros + romance + mistério + citações lindíssimas. Não consegui resistir. E a partir do momento que me apaixonei, devorei o livro em poucos dias. Não dá nem mesmo pra classificar o gênero desse livro: uma mistura ótima entre romance-terror-aventura que te prende de forma embriagante.

Tudo começa em 1945 na maravilhosa Barcelona. Daniel Sempère está completando 11 anos e ao ver o filho triste por não conseguir mais se lembrar do rosto da mãe já morta, seu pai lhe dá um presente inesquecível: leva-o para conhecer O Cemitério dos Livros Esquecidos, uma biblioteca secreta no coração do centro histórico da cidade. O intuito do lugar é guardar em seus muitos labirintos de estantes, as obras abandonadas e esquecidas pelo mundo.

Lá, Daniel encontra um exemplar de A Sombra do Vento do autor Julián Carax e o livro desperta tanto fascínio no jovem que ele inicia uma busca obcecada pelos demais livros deste autor desconhecido. E é então que ele descobre que alguém vem queimando todos os exemplares que esse autor já escreveu e que o exemplar que mantém consigo talvez seja o último existente e que pode trazer um destino terrível a ele e aqueles que ele ama.

Em sua busca, que no início aparentava ser bem inocente, Daniel acaba descobrindo outros muitos segredos sombrios e mistérios terríveis de Barcelona e te faz mergulhar junto nesse suspense e busca incessante pela verdade atrás do inocente exemplar de A sombra do Vento que carrega consigo.

Resenha: O Jardim dos Esquecidos

Livro: O Jardim dos Esquecidos
Autor(a): V.C. Andrews
Editora:
 Francisco Alves
Páginas: 285

Nota: 5
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Flores no Sótão
Eu me lembro como se fosse ontem quando peguei esse livro na estante da biblioteca do Instituto de Estudos de Línguas da Unicamp. Lembro que fiquei em dúvida se o levava ou não, pois pelo que havia lido na orelha, ele era parte de uma saga e a biblioteca só tinha o primeiro e o terceiro dos 5 que compunham a saga toda. Porém o nome me chamou tanta atenção que tive que levar. E não me arrependi, embora a história seja muito chocante e triste. A verdade é que o livro dá agonia.

Os Dollangangers são uma família linda e feliz. Levavam vidas perfeitas em sua bela casa, com uma linda mãe e um pai extreamemnte amoroso e dedicado. Porém, um acidente de carro, tira a vida do pai e a mãe que não tem qualificações para arranjar um trabalho, acaba endividada para sustentar as quatro crianças. Sem outra saída em vista, ela decide escrever para seus pais ricos que há muito não lhe falavam por conta de um segredo da família.

Um segredo tão terrível que acaba por causar danos até mesmo as pobres crianças que são encerradas num sótão da mansão da família por sua mãe ambiciosa e avó tirânica. Não há como não sentir o medo, a angústia, a solidão, as necessidades mais básicas dessas quatro crianças louras e lindas que se vêem presas a um sótão abafado e assustador. De verdade, é o tipo de livro que nunca mais sai da cabeça. Uma narração impecável que faz com que você se sinta na pele das pobres crianças. É um conto de fadas perverso e arrepiante.

Leitura recomendada!

#LibraryShelfieDay

#LibraryShelfieDay 📚 📖 💞

Com o objetivo de incentivar as pessoas a compartilharem seu amor por livros e bibliotecas, a Biblioteca Pública de Nova York criou, há alguns anos, o Library Shelfie Day. A ideia é simples: as pessoas devem tirar uma foto de uma estante de livros (sua ou da sua biblioteca local) e compartilhá-la com a hashtag #LibraryShelfieDay.