Resenha: Sobre os Ossos dos Mortos

Livro: Sobre os Ossos dos Mortos
Autor(a): Olga Tocarczuk
Editora:
Todavia
Páginas: 256
Nota: 5
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei;
 4.Gostei bastante; 5.Adorei)

 

“Uma criatura havia comido outra no silêncio e na quietude da noite…
… Ninguém protestou. Nenhum raio caiu do céu. No entanto, o castigo atingiu o demônio, ainda que nenhuma mão tivesse guiado a morte”.

Esse livro foi um presente de uma amiga muito querida, que me disse: “é minha contribuição à sua causa”. A causa que simpatizo e defendo, porque ainda estou muito longe de ser uma ativista como gostaria. Seja como for, foi um presentão que eu amei demais e entrou na minha lista de livros favoritos. São tantos os pontos importantes que quero abordar nesta resenha que nem sei por onde começo!!

Vamos começar falando da protagonista e narradora da história: Sra. Janina Dusheiko. Uma senhora de idade que sofre muito com as mazelas sofridas pelos animais da região onde mora, um vilarejo em uma remota região da Polônia onde a maioria das pessoas acredita que animais são seres inferiores aos seres humanos e devem ser tratados como tal, o que para a Sra. Dusheiko é um aburdo sem tamanho. Vegetariana e excêntrica para a grande maioria dos moradores (ou mais especificamente velha louca), sua vida se resume a estudar astrologia, ajudar um ex-aluno na tradução de poemas de William Blake, a manutenção das casas de aluguel da região e infernizar a vida dos caçadores de animais, sabotando suas armadilhas e exigindo da polícia um posicionamento sobre isso. Me identifiquei à primeira vista com a Sra. Dusheiko e ouso dizer, com uma ressalva (bem grande que só quem ler entenderá), que ela é o meu futuro. Morando sozinha, na companhia de suas duas cachorras, que já no início do livro descobrimos estão desaparecidas, ela tem suas manias, gosta da solidão, se irrita com presenças não planejadas e sofre, terrivelmente com o sofrimento animal. Me vi em muitas cenas por ela descritas de suas intervenções com seus vizinhos caçadores em prol dos animais, inclusive os domésticos.

“Tristeza, senti uma grande tristeza, e um luto interminável por cada animal morto. Termina um luto e logo começa outro, então estou em constante luto. É meu estado natural”.

Dito (TUDO) isso, partimos para a trama do livro: os caçadores da região começam a morrer misteriosamente um por um, numa espécie de assassinatos em série que começa com a morte de Pé Grande (Sra Dusheiko não gosta dos nomes que as pessoas recebem de forma burocrática no cartório e as nomeia pelo que acredita seja mais parecido com elas). O corpo dele foi encontrado por ela e Esquisito, um vizinho com quem ela tem uma certa convivência agradável, numa cena grotesca já no primeiro capítulo, o que te envolve bastante na leitura. A partir daí as demais mortes se seguem e nossa protagonista nos passa a certeza absoluta de que é a natureza se vingando desses homens cruéis.

A verdade é que no primeiro capítulo você sente que vai entrar numa história de crime e investigação convencional, porém a autora nos presenteia com um romance único, macabro e ao mesmo tempo encantador, sobre diversas questões contemporâneas como direito dos animais, loucura, velhice, injustiça, relacionamento humano e hipocrisia. A forma como a autora, genialmente, desenrola os fatos, nos faz parte da trama, sem que possamos perceber, e vamos descobrindo aos poucos o real caminho que ela quer que percorramos nesta montanha russa de acontecimentos.

Simplesmente amei essa história, a forma como ela foi contada, os personagens, enfim.. Nunca tinha lido nada da autora, mas achei sua narrativa corajosa e envolvente. Esse livro é sensacional e uma experiência literária completa!!

Super recomendo a leitura.

Resenha: A Bela e a Fera

Livro: A Bela e a Fera
Autor(a): Clarice Lispector
Editora:
Rocco
Páginas: 110
Nota: 5
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei;
 4.Gostei bastante; 5.Adorei)

“Cada pessoa é um mundo, cada pessoa tem sua própria chave e a dos outros nada resolve; só se olha para o mundo alheio por distração, por interesse, por qualquer outro sentimento que sobrenada e que não é o vital; o “mal de muitos” é consolo, mas não é solução”.

O que falar da escrita dessa mulher maravilhosa? Qualquer coisa que eu diga já virou clichê e eu já sou suspeita porquê sou muito fã. Esse livro foi publicado postumamente e é uma coletânea de oito contos que foram escritos em duas fases bem diferentes da vida da autora. Seis contos entre 1940-41 e nos apresenta a escrita de uma jovem aflita de 14 anos que começa a inventar histórias e escrever seus contos e os últimos dois de 1977, pouco antes de sua morte. Todos eles revelam personagens mulheres procurando entender o sentido de suas vidas.

De nossas vidas, porque Clarice escreve a gente. É impossível não se encontrar em algum pensamento, em alguma frase, em uma das inúmeras situações que ela nos descreve tão brilhantemente. E mesmo que você não se encontre, ou não tenha passado pelo que ela está descrevendo, aquilo te faz refletir de uma forma profunda. Na minha opinião é justamente isso que assusta na literatura dela. Clarice faz você mergulhar em reflexões que talvez você não esteja ainda preparado pra fazer, ou que simplesmente não queira, mas não tem muita escolha. Se abriu o livro, não tem mais como voltar atrás. Palavra por palavra ela te puxa pra dentro e quando você vê já está se questionando de muitas coisas.

O último conto em específico é simplesmente sensacional e me lembrou muito um outro conto dela chamado Perdoando Deus que me marcou profundamente. O conto deste livro, que dá o nome ao livro, se intitula: “A Bela e a Fera ou a ferida grande demais” e trata do encontro de uma socialite com um mendigo ferido em Copacabana que faz com que ela faça uma relação entre a ferida aberta do mendigo e o quanto ela era real, com ela mesma e o fato de que não passava de uma mentira encoberta de jóias e maquiagem desfilando em salões escondendo um imenso vazio, sua ferida. Clarice é magistral! E sabe muito bem usar as palavras e nos fazer refletir sobre o que realmente importa.

Fecho essa resenha, com mais uma citação desse livro que recomendo demais a leitura, como todos de Clarice:

“Tudo lhe perdoo, tudo perdoo aos que não sabem se prender, aos que se fazem perguntas. Aos que procuram motivos para viver, como se a vida por si mesma não justificasse”.

Resenha: After

Livro: After
Autor(a): Anna Tood
Editora:
Paralela
Páginas: 524
Nota: 2
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei;
4.Gostei bastante; 5.Adorei)

Eu não sei como escrever essa resenha sem dizer que fiquei bastante decepcionada com o livro. Ok, ele trata de um assunto importante a ser abordado principalmente aos adolescentes/jovens adultos, que é o relacionamento abusivo? Trata (porém existem outros livros na literatura que tratam do assunto muito melhor. Recomendo: ACOTAR da Sarah J. Maas). A narrativa da autora é extremamente envolvente? É sim, afinal li 524 páginas em um dia!! Mas confesso que eu estava esperando um desfecho mais impactante e de certa forma mais elaborado. Perdi totalmente a vontade de ler os outros livros, porque pelo que me pareceu, serão outros 4 volumes tratando do vai e vem do casal protagonista que vive um relacionamento entre amor e ódio, que não deveria de forma alguma, ser romantizado. Fiquei um pouco indignada também com a citação pouco aprofundada e até mesmo errônea dos fatos do meu livro favorito da VIDA, que é O Morro dos Ventos Uivantes, mas como foram citadas como opiniões das personagens, há de se relevar. E esse é um ponto importante e acho que o mais alto de todo esse livro: há bastante citações de obras e autores clássicos da literatura e isso é sempre um ganho para o incentivo a leitura!

As Histórias

As histórias são mesmo uma coisa complicada. De onde os autores as tiram? Ficariam elas simplesmente escondidas dentro deles e com determinados acontecimentos seriam trazidas à tona? Será que os escritores as pegam no ar? Seguiriam o curso de vida de pessoas reais?

O que é verdadeiro, o que é inventado? O que existiu de fato e o que nunca existiu? A imaginação influenciaria a realidade? Ou seria a realidade que influenciaria a imaginação?

[…] Minha teoria é que se podem dividir as pessoas que escrevem romances e nos contam alguma coisa em três grandes grupos. Umas escrevem sempre e apenas sobre si mesmas – e algumas delas pertencem aos grandes da literatura. As outras têm um talento invejável para inventar histórias. Viajam de trem, olham pela janela e, de repente, têm uma ideia. E por fim, existem ainda aquelas que, por assim dizer, são os impressionistas entre os escritores. Seu talento está em descobrir histórias.

Andam de olhos bem abertos pelo mundo e colhem situações, estados de espírito e pequenas cenas como cerejas das árvores. Um gesto, um sorriso, a maneira como alguém joga os cabelos ou amarra os sapatos. Registros de momentos por trás dos quais se escondem histórias. Imagens que se transformam em histórias.

. Nicolas Barreau in O Sorriso das Mulheres .

Resenha: Coraline

Livro: Coraline
Autor(a): Neil Gaiman
Editora:
Rocco
Páginas: 160
Nota: 5
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei;
4.Gostei bastante; 5.Adorei)

Coraline, foi o primeiro livro que Neil Gaiman escreveu para o público infantil e já acertou na mão!! É o tipo de livro que tem todo o esteriótipo do livro infantil, mas que não tem idade certa para a leitura. Ele é para todas as idades, e o mais genial é que cada idade vai entender aquilo que é necessário entender da história naquele momento. Porque Neil Gaiman conta uma história nas linhas e outra nas entrelinhas, criadas para encantar e assombrar.

A história começa com Coraline se mudando para uma nova cidadezinha com seus pais. Eles passam a morar em uma casa antiga, tão grande que foi dividida em quatro apartamentos vendidos separadamente. Apenas um deles ainda não foi vendido e está fechado. Nos demais moram Coraline e a família, duas senhoras ex-atrizes e um senhor que diz treinar ratos para um número de circo. Coraline vive explorando sua nova casa, enquanto seus pais trabalham e não tem muito tempo pra ela. Em uma das brincadeiras para se distrair, ela conta quantas portas a casa possui e descobre uma porta misteriosa que quando aberta dá para uma parede de tijolos que separa sua casa do apartamento vazio. Num dia chuvoso, sozinha em casa, Coraline decide checar essa porta novamente e descobre que a parede de tijolos sumiu e em seu lugar está uma passagem escura que a leva para sua própria casa, só que bem mais divertida e atraente. Nela, encontra seus pais, um pouco diferentes, com botões no lugar dos olhos e aparentemente bem mais afetuosos e com tempo pra ela. O gato que foge dela na casa de antes, nesta casa até conversa com ela, e ela finalmente conhece os ratos de circo que o Senhor insistia que treinava, mas que ela nunca tinha visto. Tudo é muito melhor que o original nessa nova versão de seu lar e seus pais diferentes querem convencê-la a ficar e colocar botões em seus olhos. Apesar de todas as coisas boas desse lugar mágico, Coraline sente que tem algo errado e recusa a oferta, se vendo em apuros e tendo que enfrentar desafios para sair daquele lugar e salvar seus pais verdadeiros.

É uma história grandiosa contada com simplicidade e poesia, os acontecimentos vão sendo descritos com uma sutileza tenebrosa. São retalhos dos nossos próprios medos. As personagens são profundas e inesquecíveis, nos fazendo refletir sobre as muitas faces que cada um esconde sobre sutilezas e sorrisos e os diálogos, mesmo os mais pequenos, tem sempre muito a dizer.

Do início ao fim do livro você é colocado a refletir sobre o que é real e o que não é e como as pessoas não conseguem esconder de todo suas verdadeiras naturezas. Me encantou muito como ele construiu a personagem Coraline, que apesar de ser uma criança, é extremamente esperta e consegue pressentir perigos e reconhecer certas situações com grande clareza. Sinto que as crianças são muito subestimadas hoje em dia e acabam crescendo sem atitude e pouco criativas por conta disso. Gaiman confiou que Coraline seria capaz, nós leitores também confiamos, embora com medo. Mas como ela mesma diz….

“quando você tem medo e faz mesmo assim, isso é coragem”.

Resenha: Laços de Família

Livro: Laços de Família
Autor(a): Clarice Lispector
Editora:
Rocco
Páginas: 135
Nota: 5
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei;
4.Gostei bastante; 5.Adorei)

Ler Clarice é desnudar-se. Olhar pra dentro, refletir. A leitura é densa porque trata da alma e de sentimentos que muitas vezes não queremos confrontar. Por isso ela as vezes (ou muitas vezes) não é compreendida. Clarice é um olhar pra dentro da gente.

Eu sou suspeita pois sou fã incondicional dela, mas também tenho que confessar que não consigo ler livros dela seguidamente. Tenho que ler e dar um tempo. Gosto assim também porque dessa forma consigo captar melhor o que ela transmite, compreendo mais.

Neste livro de 13 contos, destacam-se para mim: “A galinha”, “Amor” e “O crime do professor de Matemática”. Neste ultimo, um professor abandona um cachorro que teve e tenta encontrar o perdão para o seu crime. Apesar do final do conto não ser como eu gostaria que fosse (e isso se dá por que Clarice retrata a verdadeira alma humana) eu adorei essa citação:

“Enquanto eu te fazia à minha imagem, tu me fazias à tua. Dei-te o nome de José para te dar um nome que te servisse ao mesmo tempo de alma. E tu – como saber jamais que nome me deste? Quanto me amaste mais do que te amei?”.

Leitura recomendada para aqueles que, assim como eu, são fãs de Clarice.

MAY THE 4TH BE WITH YOU

#Maythe4thbeWithYou ❤️❤️❤️

◾”Quem é mais tolo? O tolo, ou o tolo que o segue?”
#ObiWanKenobi ❤️

Uma das citações mais famosas da franquia #SarWars, que se repete em vários filmes, é “Que a Força esteja com você”. Em inglês, idioma original da obra de George Lucas, a citação fica assim: “May the Force be with you”. Assim, era muito comum que os fãs da série fizessem um trocadilho com esta frase, dizendo “May the Fourth be with you” — traduzindo: Que o 4 de maio esteja com você.

Apesar da tradução para o português tirar o sentido da frase, é claro que os fãs brasileiro de Star Wars não deixariam de celebrar esta data que surgiu entre os adeptos de Chewbacca, Obi-Wan Kenobi, Hans Solo, Luke Skywalker, Princesa Leia e Darth Vader. Oficialmente, a primeira celebração do 4 de maio como Star Wars Day aconteceu em 2011, por meio de um encontro organizado por fãs da cidade de Toronto, no Canadá. A moda pegou e, desde então, isso vem se repetindo a cada ano.

O apelo da data se tornou tão grande que a própria Lucasfilms — e, agora, a Disney, atual detentora dos direitos sobre a franquia — possui um site especial em sua página apenas com material relacionado ao Dia de Star Wars. Textos, vídeos e fotos ensinam a celebrar a data, seja com a roupa certa ou com a comida ideal. Desde 2013, a Disney realiza uma série de atividades especiais em seus parques durante o Star Wars Day.

Então, que a Força esteja com você em mais um 4 de maio.

Fonte: http://canaltech.com.br

Resenha: A Biblioteca Mágica de Bibbi Boke

Livro: A Biblioteca Mágica de Bibbi Boken
Autor(a): Jostein Gaarder
Editora:
Companhia das Letras
Páginas: 180
Nota: 5
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei;
4.Gostei bastante; 5.Adorei)

Fascinante!

“Os livros me dão as costas. Não para me rejeitar, como as pessoas: são convidativos, querendo apresentar-se a mim. Metros e mais metros de livros que nunca poderei ler. E sei: o que aqui se oferece é a vida, são complementos à minha própria vida que esperam ser postos em uso. Mas os dias passam rápido e deixam para trás as possibilidades. Um único desses livros talvez bastasse para mudar completamente a minha vida. Quem eu sou agora? Quem eu seria então?”.

E eu descobri que também sou uma mulher estranha de vestido vermelho! O.o

Sim, eu me vi quase totalmente retratada em Bibbi Bokken. A sua paixão pelos livros, o fato de ela quase literalmente “babar” pelos livros em uma livraria como, segundo Nils (um dos protagonistas), se os livros fossem “chocolates ou marzipãs”, e principalmente por ela amar o sistema decimal de classificação Dewey (eu também amo!♥) e ser bibliotecária.

O livro é totalmente fantástico. A forma como foi escrito através da troca de cartas entre dois primos que começam a querer desvendar os mistérios dessa mulher estranha de vestido vermelho faz com que você não consiga largar o livro. Principalmente porque no meio das cartas engraçadíssimas entre Nils e Berit contando as diversas aventuras por que passam os autores vão colocando valiosas informações sobre a história do livro. É fascinante! Entrou para os favoritos. Leitura totalmente recomendada!

Resenha: Ensaio sobre a Cegueira

Livro: Ensaio sobre a Cegueira
Autor(a): José Saramago
Editora:
Companhia das Letras
Páginas: 312

Nota: 5
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei; 4.Gostei bastante; 5.Adorei)

“Cegueira também é isto, viver num mundo onde se tenha acabado a esperança”.

Acho que é justamente isso. Era o que Saramago queria que enxergássemos. Que somos cegos a partir do momento em que perdemos as esperanças, em que deixamos nossos medos nos dominar, que não amamos os nossos próximos, que não pensamos em nossas atitudes. Esse livro é um soco no estômago, como Clarice uma vez disse sobre a vida! Cru, na carne, animal cheio de instintos.

Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. E não é uma cegueira comum, negra como ouvimos falar. É como um mar de leite, branco. É o primeiro caso de uma epidemia que logo se espalha incontrolavelmente. Inicialmente os “infectados” são resguardados em quarentena em um hospício onde se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem de volta ao primitivo.

A leitura te leva a sentir tudo que os personagens sentem. Lembro que me sentia tão suja, tão incomodada e angustiada como os “cegos” no hospício e quando em certa parte do livro as mulheres tomam banho na chuva, lembro de me sentir limpa junto com elas. É incrível o modo de escrever de Saramago. Perfeito.

Um livo sensacional. Recomendadíssimo!

Resenha: Se Houver Amanhã

Livro: Se Houver Amanhã
Autor(a): Sidney Sheldon
Editora:
Record
Páginas: 402

Nota: 5
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei; 4.Gostei bastante; 5.Adorei)

Quando nasceu o amor por Sidney Sheldon!
O primeiro livro de Sidney Sheldon que eu li foi a “Ira dos Anjos” e eu só tinha 14 anos e acabara de vir de uma linha de livros estilo “Julia/Bianca/Sabrina” onde tudo era lindo e o final sempre feliz. Imaginem como eu fiquei ao terminar este livro e verificar que de lindo não tinha nada e que o final era algo bem diferente de feliz. Tive raiva do autor, jurei que jamais voltaria a lê-lo de novo. Porém uma amiga que adorava Sheldon me disse que eu jamais poderia falar dele se não lesse o livro “Se houver amanhã”. Relutei bastante, mas no final das contas fui até a biblioteca e o peguei. E foi realmente onde minha paixão por Sidney Sheldon nasceu.

A história de “Se Houver Amanhã” é simplesmente apaixonante. Tracy Whitney, a personagem principal, jamais saiu de minha memória. Sidney Sheldon é capaz disso. Cria personagens tão marcantes que você entra na história com eles. Tracy era apenas uma mulher à beira do casamento com um homem decente da alta sociedade quando sua mãe se suicida por ter todo o patrimônio deixado pelo marido roubado por um homem poderoso da Mafia, Joe Romano. Tracy vai tirar satisfações e se vê envolvida em uma ação criminosa que a leva à prisão. Seu noivo a abandona sem nem ouvir as explicações e ela se vê sozinha numa penitenciária onde aprenderá muito da vida.

Uma narrativa impressionante que não te permite largar do livro. Eu recomendo a leitura. Já li todos os livros escritos por Sidney Sheldon e este continua a ser o meu favorito!