Resenha: O Rei do Inverno

Livro: O Rei do Inverno
Autor(a): Bernard Cornwell
Editora:
 Record
Páginas:  546

Nota: 4
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Acho que assim como Igraine, Rainha de Powys, casada com Brochvael e patrona de Derfel, o narrador dessa história, eu ansiava pelo romance e beleza que sempre imaginei na história de Rei Artur. Assim como ela, também, imaginava feitos grandes para personagens como Morgana e Lancelot e ficava esperando flores onde as paisagens só podiam ser áridas, como a realidade: nua e crua.

A história começa com Derfel, um dos mais próximos guerreiros de Artur, reescrevendo a lendária história do próprio Artur a pedido da Rainha Igraine. Gostei muito desse recurso utilizado pelo autor, pois faz com que pareça ainda mais real a nossos olhos. Além disso, a narrativa é bastante objetiva e prende a atenção. O Rei do Inverno é o primeiro livro da coleção “As Crônicas de Artur” e é grande a diferença dessa história com outras tantas já contadas sobre ele. Cornwell, pelo que pude notar na leitura e pelo que escreveu em sua “nota do autor” foi o mais fiel possível aos fatos históricos da época e embasou sua pesquisa em recentes descobertas arqueológicas deste imortal personagem, o que deixa tudo ainda mais interessante.

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Resenha: O Dia do Curinga

Livro: O Dia do Curinga
Autor(a):
Jostein Gaarder
Editora:
 Record
Páginas: 382

Nota: 3
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Ótimo!
Ótima leitura, cheia daquilo que Gaarder sabe fazer muito bem: unir mistério, filosofia, questionamentos desconcertantes e uma narrativa cativante.

A história é sobre uma viagem do sul da Noruega à Grecia, passando pelos Alpes Suíços, feita por um rapaz e seu pai “filósofo” em busca da mulher que os tinha abandonado oito anos atrás.

O que achei fascinante foi a divisão do livro. Gaarder constrói a história com as cartas de um baralho, com cada capítulo correspondendo a um número e um naipe. Além disso, neste livro a “filosofia” embutida é bem rasa e não cansa. Ao contrário disso são os questionamentos levantados ao longo da história que fazem refletir, o que é o ponto importante e forte do livro.

Legal também foi ler na orelha do livro que Gaarder conta que ao terminar o livro, viu seu próprio personagem (o garoto) recém-chegado de sua incrível aventura, procurar em vão nas livrarias da cidade uma história da filosofia adequada a alguém de sua idade. Desapontado com a procura frustrada do garoto, Gaarder voltou para casa disposto a preencher essa lacuna. E é assim que nasce “O mundo de Sofia”.

Leitura recomendada!

Resenha: Battle Royale

Livro: Battle Royale (Mangá em 15 exemplares)
Autor(a): Sophie Kinsela
Editora:
 Conrad
Páginas: 3093

Nota: 5
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Sou suspeita, pois adoro mangá e anime. Acho os desenhos lindos e as histórias fascinantes. Esse não poderia ser diferente. Fascinante, excelente, criativo, chocante e excepcionalmente viciante. É engraçado, porque não é que é maravilhoso, afinal é triste e doloroso, mas é simplesmente impossível de parar de ler. Você se vê a todo momento torcendo, querendo ter esperanças mesmo sabendo do inevitável. Fiquei impressionada com a maneira crua como os autores conseguiram demonstrar tantas facetas do carácter humano nessa história. Eu ainda me choco ao constatar até onde certas pessoas são capazes de chegar em momentos de crise. E ainda assim, no meio de tanto horror, foi possível manter em algumas personagens, os valores importantes e a esperança inabalável naquilo que é certo. Recomendo a leitura!

Resenha: Outra Volta do Parafuso

Livro: Outra Volta do Parafuso
Autor(a): Henry James
Editora:
 Abril
Páginas: 208

Nota: 2
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Tudo bem, é considerado um clássico e Jorge Luis Borges, a quem admiro demais, pode até dizer que Henry James era mestre em criar “situações deliberadamente ambíguas e complexas, capazes de indefinidas e quase infinitas leituras”, mas achei-o cansativo e monótono. Raras exceções quando algum momento da trama prendeu minha atenção e pensei que a narrativa estava enfim avançando, mas logo voltava a morosidade normal. Não é uma história de todo péssima e até me fez lembrar ─ e bastante ─ do livro ‘A menina que não sabia ler’, afinal neste também a história gira em torno de duas crianças, sua preceptora, um casarão no meio do nada e um tio tutor que jamais aparece. Aliás, os nomes das crianças são até parecidos: Miles e Flora em ‘Outra Volta do Parafuso’ e Giles e Florence em ‘A Menina que não sabia ler’.  Claramente houve uma inspiração de Henry James na escrita do segundo. Mesmo assim, a leitura foi apenas razoável e o final não correspondeu às expectativas em minha humilde opnião de leitora.

Resenha: Querido John

Livro: Querido John
Autor(a): Nicholas Sparks
Editora:
 Novo Conceito
Páginas: 288

Nota: 3
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

É bonitinho, romântico e tem um drama envolvido, mas esperei muito mais desse livro. Do Sparks eu só conhecia mesmo a adaptação para o cinema de “The Notebook” que é uma história maravilhosa e super envolvente. O problema é que fiquei cheia de expectativas que não foram atingidas. Mas não estou dizendo que o livro é horrível ou algo do gênero. É bom sim, é uma leitura agradável e tranquila e tem os seus momentos, só que esperei por mais! Só uma coisa me agradou muito e me fez não perder as esperanças por Sparks ainda: o final! Foi ótimo, nada piegas e fugiu totalmente do “happily ever after”. Porque afinal, a vida não é um conto de fadas, certo?

Resenha: Amor Além da Vida

Livro: Amor Além da Vida
Autor(a): Richard Matheson
Editora:
 Butterfly
Páginas: 288

Nota: 4
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Assisti ao filme há alguns anos atrás. Me lembrava de ser uma linda história, mas não me recordava dos detalhes maravilhosos que o livro me trouxe. Não sei dizer se são diferentes, pois terei que assitir ao filme novamente, mas essa linda história carrega valiosas lições de amor, paciência, dignidade e nos faz refletir sobre toda nossa existência: nossos atos, nossas palavras, nossos gestos de amor e/ou ódio e suas consequências. Sem contar que é lindo ler sobre esse amor maravilhoso que Chris sente por Ann e vice e versa. O amor de Ann tão forte por Chris que não pode suportar a separação e acaba destruindo o destino de ambos. Destino esse salvo por Chris que é capaz de suportar coisas além de nossa imaginação para encontrá-la. Uma leitura realmente maravilhosa e muito mais do que recomendada. Até mesmo para aqueles que não acreditam em vida pós morte.

“Todos nós precisamos examinar nossa vida.
Com muita atenção”.

De Novo? Sim, SEMPRE!

“E o que me faz recordá-la? Não posso olhar para este chão, pois seus traços estão impressos nas lajes! Em cada nuvem, em cada árvore… enchendo o ar à noite, e vislumbrada em cada objeto de dia… Estou cercado pela sua imagem! Os rostos mais comuns de homens e mulheres, meus próprios traços, debocham de mim com alguma semelhança. O mundo inteiro é uma terrível coleção de recordações de que ela existiu, e de que eu a perdi!”

. Emily Brönte in O Morro dos Ventos Uivantes .

E eu me pergunto… Como não amar? É por essas e outras citações que esse livro se tornou simplesmente O LIVRO pra mim. Acho que vocês já estão até cansados de me ver falar dele, mas eu me sinto como Snape, quando perguntado de seu amor pela Lily: “Always” ❤

Terminei de ler, pela… Nem sei quantas vezes já li. E a emoção é sempre a mesma. O amor por cada personagem querido, a raiva de cada personagem odioso, as angústias, as dores. É sempre como se eu estivesse lendo pela primeira vez: impactante, memorável. É impossível não ver na escrita rústica de Emily Brönte, sua brilhante inteligencia, seu talento raro e à frente de sua época, seus pensamentos complexos e não lineares que fugiam de padrões pré estabelecidos. A criação quase perfeita de seus personagens, a violência psicológica dos diálogos e cenas terríveis são ingredientes que te prendem às paginas, por mais áridas que sejam, até que você encontre apenas nas últimas linhas um raio de sol que escapa por entre nuvens pesadas de tempestade.

Sim, como bem disse Tati Feltrin em sua maravilhosa resenha deste livro (assista aqui), O Morro dos Ventos Uivantes é uma tempestade. Não há um sequer momento de pausa entre os ventos fortes, as destruições causadas, o frio gélido das gotas. É um romance para ser lembrado. Uma única obra, capaz de atravessar os séculos como um clássico da literatura universal. Não preciso dizer que a leitura é mais do que recomendada, essencial, preciso?

Leia mais sobre o que acho dessa obra, aqui na resenha oficial.