Resenha: O Labirinto do Fauno

Livro: O Labirinto do Fauno
Autor(a): Guilhermo Del Toro & Cornelia Funke
Editora:
Intrínseca
Páginas: 320

Nota: 5 ❤
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei; 4.Gostei bastante; 5.Adorei)

Que livro, meus senhores! Que livro!
Esse livro é o caminho contrário, já que a maioria dos filmes vieram de livros e este é um livro que nasceu de um filme. Guilherme Del Toro, o diretor do filme, pediu a Cornelia Funke (autora da trilogia Coração de Tinta! Quem não conhece, eu super recomendo!) que transformasse suas belas e mágicas imagens em palavras. E o resultado foi que ela fez mágica também! Nunca consegui assistir ao filme até o final, pois confesso tenho sérios problemas com o Espanhol (no entanto agora TEREI que ver) e quando vi o livro corri comprar pois meu problema tinha sido resolvido.

E que história, meu Deus! Já era super fã da narrativa de Cornélia que me conquistou na trilogia que citei mais acima, mas agora confirmei minha admiração, pois além de ser extremamente fiel ao filme (pelo menos até onde consegui assistir), ainda acrescentou alguns contos dentro do contexto do Labirinto que deixou tudo ainda mais mágico. A forma como descreve os personagens e as cenas, as maravilhas que consegue criar através das palavras é uma junção de encantamento e assombro ao mesmo tempo, aliado ao toque triste da história em si. Não tem como não se apaixonar pelas personagens, não tem como não sofrer e sorrir com elas, não tem como não sentir raiva e impotência diante de certos acontecimentos e a angústia que só uma boa história, impecavelmente narrada, é capaz de trazer.

Com um final que me tirou lágrimas dos olhos pela coragem e pela crueza, Cornélia e Guilhermo conseguiram transbordar sentimentos através de uma literatura fantástica extremamente atual, embora a história se passe na década de 40, numa Espanha facista, onde os horrores e brutalidade da realidade se fundem a contos de “fadas” nada convencionais.

Vale muito a pena a leitura! Vale muito a pena TER esse livro que tem um trabalho editorial lindíssimo: capa dura, corte colorido, ilustrações fantásticas. Estou literalmente apaixonada. É obvio que se tornou um dos meus favoritos e acredito que é um livro que todos deveriam ler, reler, refletir, amar…

Resenha: Corte de Gelo e Estrelas

Livro: Corte de Gelo e Estrelas
Autor(a): Sarah J. Maas
Editora:
Galera
Páginas: 257

Nota: 4
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei; 4.Gostei bastante; 5.Adorei)

Apelo Emocional
Esse spin-off é um apelo emocional. Vi várias resenhas dizendo que perto dos outros livros ele foi decepcionante e que esperavam mais. Eu não esperava nada dele quando comecei a ler, mas estava feliz de não precisar me despedir pra sempre de alguns personagens e acho mesmo que não achei ele tão decepcionante, porque entendi a maioria dos pontos emocionais e sentimentais que a autora tentou abordar com ele.

SIM, TEM SPOILER DOS DEMAIS LIVROS!!! 

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Resenha: Corte de Espinhos e Rosas

Livro: Corte de Espinhos e Rosas
Autor(a): Sarah J. Maas
Editora:
Galera
Páginas: 434

Nota: 4
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei; 4.Gostei bastante; 5.Adorei)

Me Rendi!!!
Pois é. Eu sou difícil de ler séries. Tenho um certo PAVOR de séries intermináveis e principalmente procuro evitar séries que o(a) autor(a) não terminou ainda de escrever. Mas, ouvi tanto desse livro e confesso, as capas são tão lindas (rsrs sou dessas) que não consegui resistir e comecei a ler. Há dois dias atrás. E terminei ontem. Li as 434 páginas desse livro em dois dias. Sim, porque é impossível parar de ler. Não é nem de perto o tipo de livro que faz o meu gênero, mas é preciso dizer que há muito, muito tempo um livro não tirava meu fôlego e minha vontade de fazer qualquer outra coisa que não lê-lo.

Sarah J. Maas tem uma narrativa envolvente e bem elaborada e consegue amarrar super bem os acontecimentos. Nesse primeiro livro deixa várias questões em aberto, mas já li resenhas dizendo que a grande maioria será respondida no segundo livro, então ok. É literatura fantástica e nesse primeiro livro vamos acompanhar a protagonista Feyre, que mora em uma choupana bem pobre com seu pai e duas irmãs e é a responsável por cuidar da família já que fez um juramento à sua mãe em seu leito de morte. O mundo de Corte de Espinhos e Rosas é dividido entre humanos e Feéricos que são criaturas mágicas. Houve uma guerra, um tratado foi feito e eles vivem cada um em seu espaço. A divisão é feita por uma muralha e do lado dos humanos histórias e lendas terríveis são contadas sobre a crueldade do povo Feérico e como assassinam humanos por diversão.

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Resenha: O Menino da Lista de Schindler

Livro: O Menino da Lista de Schindler
Autor(a): Leon Layson com Marilyn J. Harran e Elisabeth B. Leyson
Editora:
Rocco
Páginas: 253

Nota: 4
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei; 4.Gostei bastante; 5.Adorei)

Necessário…
…como todos os livros escritos sobre essa temática. Foi indicação de uma professora e levei pra ler nas férias em casa. Terminei em um final de semana por dois motivos. A leitura é simples e fluida, e quando digo simples não quero dizer que não é uma história bem trabalhada, apenas que não é o tipo de leitura rebuscada e que seja necessária uma digestão maior. Segundo porque o tema por si só chama atenção, pelo menos a mim, que gosto de ler livros sobre o Holocausto, não porque eu seja masoquista ou porque goste do que aconteceu, mas porque me interesso pelo assunto e acredito de verdade que é necessário revisitá-lo sempre para que NÃO ACONTEÇA NUNCA MAIS!!!.

Enfim, o livro conta a história de Leon Leyson, o menino mais jovem que foi salvo por Oskar Schindler. Ele cita em alguns momentos, inclusive, o filme A Lista de Schindler, que eu, vergonhosamente, não tinha visto até então e tive que assistir assim que terminei o livro… Que filme, meus senhores! Fica aqui minha recomendação! Leon era o mais novo de uma família de quatro irmãos e moravam em vilarejo chamado Narewka e tinha apenas 10 anos quando o exército Alemão ocupou a Polônia. Vamos acompanhando com ele os horrores que foram sendo impostos aos judeus nessa época, que na minha opinião, foi uma das piores da humanidade. Através de suas palavras vamos sentindo as perdas dos direitos, da dignidade, da humanidade de um povo. A narrativa é até amena perto de outros livros que tratam dessa mesma temática, mas não deixa de ser impactante e impressionante, já que sabemos como as coisas aconteceram.

O que fica pra mim desse livro é a coragem desse povo que não perdeu as esperanças até o ultimo minuto desse trágico capítulo de nossa história e a pessoa de Oskar Schindler, alemão, ariano, que tinha tudo para ser um monstro como tantos outros, mas que escolheu usar toda sua fortuna para salvar vidas. O Menino da Lista de Schindler é um diário e um lembrete de tudo que foi feito e que jamais deve ser repetido. A leitura é necessária, além de recomendada fortemente!

Resenha: Tchau

Livro: Tchau
Autor(a): Lygia Bojunga
Editora:
Casa Lygia Bojunga31
Páginas: 127

Nota: 4
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei; 4.Gostei bastante; 5.Adorei)

Lindinho!

“E tem gente como eu: em qualquer fase da vida não abre mão, mas não abre mesmo, de ter sempre por perto o tal amigo pra valer: LIVRO. Mesmo porque ele é o único amigo que nunca cria caso para ficar com a gente, seja onde for: sala, quarto, banheiro, cozinha, sombra de árvore, areia de praia, fundo de sofá, fundo de mágoa; e fica junto da gente mesmo no pior lugar do ônibus, do trem, do avião; enfrenta até numa boa cadeira de dentista e leito de hospital. E, se quem escreveu o livro consegue mexer com o nosso pensamento e balançar nossa imaginação – pronto! Aí se forma uma relação, um laço, que amarra pra valer quem escreve com quem lê”. 

Esse livro foi indicação de uma aluna da escola que trabalho e resolvi trazer para casa para ler nas férias e não me arrependi. Já começa com um prefácio da própria autora com essa citação linda aí de cima. E pra completar, são 4 contos muito bonitos. O primeiro é “Tchau” que dá nome ao livro. Uma mãe que se apaixona por um estrangeiro e decidi ir viver com ele na Grécia, deixando o marido e os dois filhos para trás. A história é contada pelos olhos da menina mais velha e é triste, porém a gente percebe como se choca com isso quando é a mãe que vai, mas se for o pai a gente acha normal. É pra refletir. O Segundo conto, “Bife e Pipoca” também é pra gerar bastante reflexão e conta a história de um menino da favela que ganha bolsa de estudos em uma escola privada de classe alta. Ele faz amizade com um garoto rico e as discrepâncias entre as duas vidas é de trazer lágrimas aos olhos. O terceiro conto, “A Troca e a Tarefa” é um conto lindo sobre a vida de uma escritora e o último conto, “Lá no Mar”, é a história de uma amizade entre um barco velho e um menino. A narrativa da Lygia é encantadora e eu li o livro de uma vez, porque é assim que ela faz com a gente. Dessa autora eu só tinha lido “A Bolsa Amarela” há muitos anos atrás e fiquei com vontade de reler. Recomendo a leitura!

Resenha: Montanha Mágica

Livro: Montanha Mágica
Autor(a): Thomas Mann
Editora:
Companhia das Letras
Páginas: 856

Nota: 5
(1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Que livro, meus senhores, que livro!!!
Demorei três anos para finalizar a leitura desse livro. Comprei junto com três amigas professoras quando decidimos fundar um grupo de leitura na escola em que trabalhava. Todas elas leram o livro em dois, três meses e eu fiquei pra trás. Hoje, com o livro terminado, não entendo porque relutei tanto na leitura e porquê ele não me cativou desde o início. Mas confesso que tive muitos problemas em embalar na história. Comecei e parei um sem número de vezes. Mas, terminei.

A Montanha Mágica conta a história do Jovem Hans Castorp, engenheiro recém formado e promissor que está indo visitar seu primo doente Joachim num sanatório (lembrando que não é um manicômio ou algo parecido. Sanatórios são clínicas médicas privadas que fazem tratamentos, principalmente de doenças respiratórias, baseados em descanso) para tuberculosos, no alto dos Alpes Suíços. Na subida para a “Montanha Mágica” já iniciamos uma jornada de conhecimento sobre a infância de Hans e descobrimos que ele é órfão de pai e mãe, mas que eles lhe deixaram uma boa herança e o menino foi criado pelo avô (que mais pra frente ao falecer também lhe deixa uma herança). O Jovem já está, portanto, com a vida ganha, mas isso não lhe impediu de estudar e conseguir um emprego em uma ótima empresa que iria iniciar logo mais. Enquanto aguarda o início do primeiro emprego, decide-se então por visitar o primo e sua ideia é passar três semanas com o mesmo em Berghof, nome do sanatório.

Berghof se mostra um lugar encantador, com refeições fartas, belas vistas de suas sacadas, momentos inigualáveis de apresentações musicais, palestras e os mais diferenciados pacientes que são um banquete para a inteligência curiosa do protagonista Hans Castorp. É muito fácil se afeiçoar a ele, devo admitir. Eu, que nunca sou muito fã de protagonistas, me vi querendo ser amiga pessoal de Hans. Simpático, desprovido de qualquer preconceito, munido de muitas atitudes humanas, ele se dá com todos os pacientes e em pouquíssimas ocasiões tem algum dissabor com algum deles. Além disso é bastante engraçado e sua curiosidade e vontade de aprender aguçada, fazem dele um personagem interessantíssimo que teremos o maior prazer de acompanhar durante as muitas páginas que contarão sua história e estadia na Montanha Mágica.

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