Esperança

Se hei de viver, enfim, forçadamente,
Para que quero a glória fugitiva
De uma esperança vã que me atormente?”

. Luís de Camões in Sonetos para Amar o Amor .

Não sei porquê

Amor um mal, que mata e não se vê

Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde
Vem não sei como, e dói não sei porquê”.

. Luís de Camões in Sonetos para amar o amor .

Piedade

Põe-me onde se use toda a feridade,
Entre leões e tigres, e verei
Se neles achar posso a piedade
Que entre peitos humanos não achei”

. Luís de Camões in Os Lusíadas .

Episódio de Inês de Castro
Canto III, Estrofe 129