COLUNA “Entre Aspas”

Jornal Tribuna Liberal de Sumaré pag. 12

Dica de Leitura: Comentários a Respeito de Evelyn – Cah Muniz

Hoje conheceremos melhor a autora Cah Muniz e o seu livro Comentários a Respeito de Evelyn! Cah é autora em 07 antologias publicadas fisicamente entre 2017 e 2018 pelas editoras Empíreo, Futurama, Illuminare e pelos projetos “Sonhos Literários” e “Engenho das Palavras”. É umas das antologistas de Meu (Não Tão) Querido Ex, lançada em 2020. Tem 5 e-books publicados na Amazon, disponíveis para compra: Comentários a Respeito de Evelyn, Corações Sequestrados, SuperStar, Contos (In)Contáveis e A Paciente — primeiro livro da trilogia romântica que continuará em 2021.

Vem comigo conhecer um pouco mais dessa autora:

Como a literatura entrou em sua vida?

CAH MUNIZ: Meu pai era um livreiro viajante! Desde criança me vi cercada de literatura! Leio desde muito jovem e nunca mais parei. Resolvi escrever aos 13 anos, num concurso de poesias. Iniciei com elas, depois escrevi alguns livros (que claro, não deixaram a minha gaveta) e fiquei em um hiato de escrita… Até decidir criar coragem e dividir minhas histórias em 2018.

Como é sua rotina para escrever? Você tem alguma rotina para escrever, alguma disciplina, um horário determinado ou escreve quando surge oportunidade?

CAH MUNIZ: Eu tenho escrito muito. Nesta pandemia intensifiquei o meu ritmo, aproveitando a ausência em eventos e festas. Com isso criei um hábito delicioso e produtivo: amo escrever às 4/5 da manhã. Tenho mais inspiração neste horário e busco adaptar minha rotina para me sentar no notebook todos os dias (possíveis) e dar continuidade nas programações. Porém, quando surge mesmo a inspiração, se eu pudesse sequer sairia do escritório. Escreveria direto, rs.

Quanto tempo demora para concluir um livro?

CAH MUNIZ: Isso depende muito. Mas geralmente o livro inicial — escrito na  inspiração — costumo escrever em 40 dias. Depois entra a fase de revisões e esta demora mais, até dois meses inteiros. Entre escrever e publicar aí pode demorar anos.

As histórias “se escrevem” sozinhas ou você pensa na trama inteira?

CAH MUNIZ: Quando a inspiração chega, geralmente ela me traz uma “cena chave”. A partir desta cena é que desenvolvo todo o livro. Por exemplo: em “Comentários a Respeito de Evelyn” eu escutei inesperadamente a música “Three Times a Lady”, do Commodores. A cena que cito no livro surgiu na hora — sabia que os personagens estariam naquele momento, mas não sabia como eles chegariam até lá. Em romances é assim. Mas para contos, eu costumo “ouvir” a primeira e a última frase. E então escrevo o meio, rs.

De onde vem a inspiração?

CAH MUNIZ: Amo assuntos cotidianos. Sou uma observadora em restaurantes, bares, festas. Adoro ouvir “casos”, histórias de “romances que não deram certo”, “intrigas familiares”. O que outros chamariam de “curtir uma fofoca”, para um escritor, na verdade, é acervo de inspiração. Uma coisa que me ajuda também é ser inconformada com finais de filmes, por exemplo. Se curto a química dos atores em cena, eu guardo isso comigo — e depois costumo escrever uma história para eles. Boa parte dos casais que já divulguei nos meus romances possuem inspiração em atores que trabalharam juntos — e que eu quis oferecer minha própria narrativa.

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[2021] #TBR de Janeiro

📖 Kindred, Laços de Sangue – #OctaviaEButler: unindo as metas de de ler mais autores negros e ficção científica em 2021. É um livro que só ouvi coisas boas e já estava há tempos querendo conferir;

📖 O Engenhoso Fidalgo D. Quixote da Mancha, vol. 1 e 2 – #MigueldeCervantes: livro do mês do clube de leitura Provocações Literárias (@sheyla.santos.18);

📖 O Mistério do Coelho Pensante e outros contos – #ClariceLispector: leitura do mês do clube de leitura Toda Clarice;

📖 Memórias de uma moça bem comportada – #SimonedeBeauvoir: homenageada do mês no @clubetripas;

📖 Fica Comigo – #AyobamiAdebayo: me comprometi a ler pelo menos um livro da @taglivros por mês;

📖 Jane Eyre – #CharloteBrönte: leitura do mês do projeto “Irmãs Brönte” da @dudabmenezes que estou ansiosíssima pra começar;

📖 Labirinto #JimHenson & #ACHSmith: me comprometi a ler pelo menos um livro da @darksidebooks por mês;

📖 The Magnum Opus – #ChristophereChristineKezolos: esse é para o meu trabalho, continuação de um curta-metragem que estou super curiosa pra ler.

Que ano!!!

Parecia que estava tudo bem, até março chegar e entrarmos num “recalcular rota” que não parou até agora… Cada vez que parecemos estar começando a encontrar um caminho, é preciso recalcular de novo.

Foram muitas perdas, muitos danos, mas eu não consigo olhar pra tudo isso e não ver os ganhos também. Pois, como dizia Caio F. “Certo, muitas ilusões dançaram. Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas”.

E foi um ano de tanto aprendizado, superação, reinvenção. Eu, que costumava ler muitos livros por mês, estava há pelo menos 4 anos passando meses sem ler, lendo um a cada dois meses…

E de repente a pandemia, meses de #ficaemcasa e voltei a ler como antes, fazendo #TBR, cuidando mais do IG, fazendo novas amizades, parcerias, trocando experiências ou só jogando papo fora e conseguindo sobreviver ao medo, ao desânimo, a tristeza…

Foram os piores e os melhores momentos. Teve muita coisa ruim, mas também muita coisa boa e muito, muito aprendizado!!

A palavra pra esse ano é #gratidão!!🙏🏼📚💜

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Retrospectiva Literária 2020

  • O livro infanto-juvenil que mais gostei: Coraline – Neil Gaiman

É uma história grandiosa contada com simplicidade e poesia, os acontecimentos vão sendo descritos com uma sutileza tenebrosa. São retalhos dos nossos próprios medos. As personagens são profundas e inesquecíveis, nos fazendo refletir sobre as muitas faces que cada um esconde sobre sutilezas e sorrisos e os diálogos, mesmo os mais pequenos, tem sempre muito a dizer. Me encantou muito como ele construiu a personagem Coraline, que apesar de ser uma criança, é extremamente esperta e consegue pressentir perigos e reconhecer certas situações com grande clareza.

  • A aventura que me tirou o fôlego: O Labirinto dos Espíritos – Carlos Ruiz Zafón

Não dá nem pra pensar em como explicar as tantas reviravoltas mesclando presente e passado, personagens antigos e queridos com novos personagens fantásticos e percorrendo caminhos tortuosos até finalmente juntar todas as pontas soltas e fechar a história com maestria. A narrativa especial de Zafón traz o melhor e o pior de seus personagens a tona, nos mostrando a realidade nua e crua da natureza humana. Tudo isso permeado por cenários que vão de lugares sombrios e escabrosos a encantados e belos, além é claro do fato de o leitor estar o tempo todo cercado por citações, personagens e livros, fechando com chave de ouro o encantamento dessa obra.

  • O terror que me deixou sem dormir: Escuridão Total sem Estrelas – Stephen King

Acredito mesmo que ele nos trouxe um tanto da vida como ela é e acho que isso é muito mais aterrorizante que qualquer monstro ou histórias sobrenaturais, porque está ali, ao nosso alcance. São 4 contos que poderiam ser livros separados, mas que compuseram com maestria esse livro cujo título vim a entender somente nas linhas finais do posfácio e faz todo sentido. Não preciso dizer o quanto recomendo a leitura desse livro, o quanto amo a narrativa desse autor e o quanto esse livro, bem a vida como ela é, é um tipo de terror que nos assombra por muito tempo.

  • O suspense mais eletrizante: Colega de Quarto  – Victor Bonini

Você já imaginou chegar em casa e a televisão estar ligada sendo que você tem certeza que a desligou antes de sair? E se encontrasse um chinelo que não é seu no quarto de hóspedes? Uma escova de dentes a mais no banheiro? E se você acordasse ás 2h da manhã com o microondas apitando? Em outras noites, a descarga? E quando você vai checar… NADA. Apavorante não? Das primeiras às ultimas palavras, a narrativa de Victor Bonini te prendem nesse mistério assustador.

  • O romance que me fez suspirar: Comentários a Respeito de Evelyn – Cah Muniz

Este é o romance de estreia da escritora Cah Muniz, que sigo no instagram e blog há algum tempo!! O enredo a princípio me pareceu super adolescente e clichê e quase pensei em não continuar por já estar um pouco saturada desse tipo de leitura e também por não ser o meu gênero favorito! Todos já sabem que romance romântico não é meu forte. Mas fico feliz de ter persistido na leitura, pois fui surpreendida ao longo da narrativa por uma história envolvente e de grande carga emocional.

  • A saga que me conquistou: Duna – Frank Herbert

É muito difícil explicar em poucas palavras a profundidade dessa história e tudo que disse é bastante superficial em relação à todas as suas vertentes filosóficas, religiosas e ambientais. Acompanhamos nesse livro a jornada de um herói e sua incessante busca pelo conhecimento, ponto bastante abordado nesse livro. A trama é muito bem amarrada, a narrativa de Herbert é genial e empolgante e apesar de alguns momentos se tornar um pouco cansativa nos detalhes e descrições, são extremamente necessários para o desenrolar da história. Com certeza quer continuar a ler os livros dessa saga!

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Dica de Leitura: Apenas Uma Vez – Cleia Lira

Hoje conheceremos melhor a autora Cleia Lira e o primeiro livro do seu box Garotos de Jersey: Apenas Uma Vez! Cleia nasceu numa pequena cidade do interior de São Paulo chamada Arco-íris, porém adotou Sumaré como sua cidade. Aqui se casou e teve duas filhas. É professora e nas horas vagas lê, na verdade, segundo seu marido ela devora os livros esse é o seu vício, quando começa não consegue parar mais. E foi assim que se tornou escritora, leu tanto que um dia procurou uma história diferente para ler e como não achou, resolveu escrever e alguns meses depois surgiu seu primeiro livro: Sob Sua Proteção.  .

Vem comigo conhecer um pouco mais dessa autora:

Como a literatura entrou em sua vida?

CLEIA LIRA: A literatura sempre esteve presente na minha vida, amo ler e escrever se tornou uma consequência.

Como é sua rotina para escrever? Você tem alguma rotina para escrever, alguma disciplina, um horário determinado ou escreve quando surge oportunidade?

CLEIA LIRA: Eu gostaria muito de ter uma rotina, mas não sou disciplinada a esse ponto, já escrevi em muitas ocasiões diferentes e circunstâncias também, mas agora estou escrevendo com música coloco uma playlist e começo a escrever, não tem funcionado muito esse ano está complicado para escrever, mas espero ter mais tempo o ano que vem.

Quanto tempo demora para concluir um livro?

CLEIA LIRA: Depende muito do livro, alguns vem pronto na minha cabeça e é só escrever e outros levo mais tempo pensando, pesquisando e fazendo roteiros e esses levam um ano ou mais.

As histórias “se escrevem” sozinhas ou você pensa na trama inteira?

CLEIA LIRA: Bem que eu queria que as histórias se escrevessem sozinhas, mas não é assim que acontece, escrever é um trabalho solitário e longo, ninguém escreve um livro do dia pra noite. O que acontece é que algumas histórias já aparecem prontas na nossa cabeça com começo, meio e fim. Porém, ainda precisamos sentar para escrever elas.

De onde vem a inspiração?

CLEIA LIRA: É difícil mencionar apenas uma coisa, pois a inspiração chega de diversas formas,  pode ser pelas músicas, filmes, histórias e muito dos livros que leio.

Quais são seus livros e autores/autores favoritos?

CLEIA LIRA: Nossa tenho muitos, sou apaixonada pela literatura então sempre encontro um novo autor para me inspirar, mas se tivesse que citar alguns deles seria a Clarice Lispector com suas histórias que tendem a mexer com algo mais profundo no nosso íntimo, o Ernest Hemingway que consegue escrever as melhores histórias com uma precisão cirúrgica de palavras, a Carolina Maria de Jesus com uma escrita realista enfim tem muitos autores bons por aí para se inspirar. E meu livro favorito da vida é Senhora de José de Alencar.

Tem planos para livros futuros?

CLEIA LIRA: Eu tenho alguns rascunhos guardados para começar a escrever em 2021. Entre eles um livro infanto juvenil com uma protagonista adolescente negra, pretendo escrever um livro com contos que abordem diferentes temas enfrentados pelos adolescentes na escola. Essa ideia está esperando tem dois anos, acho que está na hora de mostrar ela para meus leitores.

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Dica de Leitura: Duna – Frank Herbert

Extraordinário!!

Há anos que estou para ler esse livro que foi indicação de um amigo muito querido e hoje me pergunto porque demorei tanto! Duna é um livro com uma história incrível e cheia de reflexões, o que tão bem caracteriza o seu gênero literário, a ficção científica. Além disso muitos dos questionamentos levantados nessa trama são extremamente atuais e podem se encaixar perfeitamente a alguns dos nossos acontecimentos cotidianos.

“Grave isso na memória, rapaz: um mundo é sustentado por quatro coisas… – ela ergueu quatro dedos nodosos – … o conhecimento dos sábios, a justiça dos poderosos, a prece dos justos e a coragem dos bravos. Mas tudo isso de nada vale… – ela cerrou o punho – … sem um governante que conheça a arte de governar. Faça disso a ciência de sua tradição!”

Duna é como ficou conhecido o planeta Arrakis, composto por um gigantesco deserto onde vivem enormes criaturas chamadas de “vermes”, pouquíssima água, algumas cidades e um povo nômade, os Fremen. As condições do planeta são severas e para sobreviver ao deserto é preciso utilizar um traje que reaproveita a água do corpo. É esse o nível de escassez de água do planeta conhecido como Duna. Além disso Duna possui “A Especiaria” que é um tipo de tempero especial que pode proporcionar a expansão da inteligência humana e permitir viagens intergaláticas e que só é encontrado neste planeta.

“Que sentidos nos faltam para que não consigamos ver nem ouvir um outro mundo a nossa volta?”

O ano é 10 mil, a humanidade já se espalhou pelas estrelas e a Terra é apenas uma lembrança. A sociedade é comandada por um Imperador e é composta por uma Guilda Espacial, duas casas que disputam entre si pelo governo de Duna, os Atreides (considerados os bons moços) e os Harkonnen (considerados os degenardos) e as Bene Gesserit, uma ordem de mulheres com poderes e propósitos misteriosos.

Da união do Duque Leto Atreides e da Bene Gesserit Lady Jéssica, nasce Paul Atreides, herdeiro da casa e suspeito de ser “O Escolhido”, o messias esperado pela ordem Bene Gesserit há anos e que tem o propósito de liderar o povo de Duna e salvá-lo de sua casa rival. Os três vão para Arrakis e acabam caindo numa armadilha ardilosa do Barão Vladmir Harkonnen, uma criatura terrível que abusa sexualmente de escravos e mantém sua população à base do medo.

“O respeito pela verdade é praticamente o alicerce de toda moral”

É muito difícil explicar em poucas palavras a profundidade dessa história e tudo que disse é bastante superficial em relação à todas as suas vertentes filosóficas, religiosas e ambientais. Acompanhamos nesse livro a jornada de um herói e sua incessante busca pelo conhecimento, ponto bastante abordado nesse livro. A trama é muito bem amarrada, a narrativa de Herbert é genial e empolgante e apesar de alguns momentos se tornar um pouco cansativa nos detalhes e descrições, são extremamente necessários para o desenrolar da história.

Acho interessante abordar também toda a preocupação do autor em relação ao nosso meio ambiente que fica bem explícita em Duna principalmente pelo personagem Kynes, o planetólogo de Arrakis e pai de Chani. O que me faz lembrar de dois pontos muito relevantes nessa história: as personagens femininas são sensacionais e é impossível não se tornar fã de pelo menos uma delas, ou todas elas; e o livro traz textos complementares maravilhosos, incluindo um glossário que ajuda muito na leitura e compreensão.

Afora tudo isso, quero deixar registrado o quanto eu fiquei apaixonada pela personagem Alia, irmã de Paul Atreids e protagonista de uma cena simplesmente FANTÁSTICA e que com certeza é a razão pela qual eu vou continuar a leitura dos próximos dois livros para pelo menos fechar a trilogia. É um livro de ficção científica de peso e que indico muito a leitura!

“Não terei medo. O medo mata a mente. O medo é a pequena morte que leva à aniquilação total. Enfrentarei meu medo. Permitirei que passe por cima e através de mim. E, quando tiver passando, voltarei o olho interior para ver seu rastro. Onde o medo não estiver mais, nada haverá. Somente eu restarei.”

Vou ficar muito feliz se me escreverem contando o que acharam da leitura!! E se por acaso quiserem alguma leitura específica, podem me pedir pelo email!! Boa semana e ótimas leituras!!

EVELYN RUANI
Bibliotecária e leitora compulsiva! Apaixonada por livros e palavras.
SERVIÇO
Blog: http://blogentreaspas.com
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#TBR de Dezembro

📖 As Sete Mortes de Evelyn Hardcastle – #StuartTurton: terminando esse do mês passado;

📖 Os Homens Explicam Tudo pra Mim – #RebeccaSolnit: indicação da parceira @realidadeliteral ❤️;

📖 As Últimas Testemunhas – #SvetlanaAleksiévitch: me comprometi a ler pelo menos um livro da @taglivros por mês;

📖 Razão e Sensibilidade – #JaneAusten: homenageada do mês no @clubetripas;

📖 A Legião Estrangeira – #ClariceLispector: leitura do mês do clube de leitura Toda Clarice;

📖 Jane – #BroshMcKenna: graphic novel linda baseada em Jane Eyre da #CharloteBrönte 😍;

📖 Leve-me com Você #CatherineRyanHyde: me comprometi a ler pelo menos um livro da @darksidebooks por mês.

📖 The Magnum Opus – #ChristophereChristineKezolos: esse é para o meu trabalho, continuação de um curta-metragem que estou super curiosa pra ler;

📖 Contos (In)Contáveis – @cahmuniz (e-book): faz tempo que quero ler esses contos da autora, agora vai!;

📖 Azul Infinito (spin-off) – @flaviatironiescritora (e-book): louca pra saber mais da história de Sean de ADP.

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Dica de Leitura: Antes dela Partir – Flávia Tironi

Hoje conheceremos melhor a autora Flávia Tironi e seu livro Antes dela Partir. Flávia Tironi, tem 36 anos, é casada e mãe de um pequeno. É Designer de Moda, formada pelo Centro Universitário UNA de Minas Gerais, e Escritora. É autora do livro Antes Dela Partir, seu primeiro romance de fôlego, publicado em formato e-book na Amazon e do Spin-off referente ao mesmo, Azul Infinito, com previsão de lançamento na mesma plataforma em dezembro. Recentemente aceitou o convite para ser Colunista fixa no site da Parceira @rasdesenvolvimento e mantém um Blog que abastece com posts mensais. Outras experiências significativas incluem o miniconto Distâncias escrito para o Itaú Cultural e dois contos infanto-juvenis ainda não finalizados. Também escreve fanfics inspiradas em livros e séries. Seu próximo livro, com título a definir, já está sendo escrito e trata-se de um romance contemporâneo YA ambientado em Galway, na Irlanda.

Vem comigo conhecer um pouco mais dessa autora:

Como a literatura entrou em sua vida?

FLÁVIA TIRONI: Através dos meus pais. Meu pai sempre me contou histórias na infância e eu adorava ouvi-las. Posteriormente, já na escola, me tornei uma assídua frequentadora da biblioteca e fazia empréstimos constantemente.

Como é sua rotina para escrever? Você tem alguma rotina para escrever, alguma disciplina, um horário determinado ou escreve quando surge oportunidade?

FLÁVIA TIRONI: Não tenho uma. Eu estou constantemente escrevendo coisas aleatórias ou pensando em escrever. Penso que inspiração sempre faz com que o texto flua melhor e transmita mais emoção. Mas se você pensa em ser um profissional da escrita é necessário sim ter uma rotina porque sem ela, além de você levar mais tempo para concluir projetos, ficará a mercê de sua criatividade e para o mercado editorial isso não funciona.

Quanto tempo demora para concluir um livro?

FLÁVIA TIRONI: Bom, eu concluí apenas um até agora…rsr e ele me tomou três anos. No entanto, depois que lancei ele na Amazon, logo senti o desejo de ter outras histórias porque é assim que o autor vai ficando conhecido. Comecei a estruturar melhor minhas tramas e com isso ganhei tempo.

As histórias “se escrevem” sozinhas ou você pensa na trama inteira?

FLÁVIA TIRONI: É uma junção, creio eu. Tem ideias que surgem muito claramente e você as escreve e as reserva com a certeza de que serão usadas no momento certo da trama. Outras requerem a melhoria e em alguns casos a exclusão. Pela minha experiência, acho importante saber para onde ir ou você corre o risco de se perder pelo caminho. Pontuar fatos importante através de uma storyline é uma excelente forma de vislumbrar a história com um todo.

De onde vem a inspiração?

FLÁVIA TIRONI: De tantos lugares, nossa! Atualmente dos livros que leio, das músicas que escuto, das pessoas com as quais converso e principalmente das histórias aleatórias que escrevo com amigas. Se soubermos observar, até num momento de oração você pode ter um bom insight. Minha dica é: anote, pois do contrário, a ideia se perde.

Quais são seus livros e autores/autores favoritos?

FLÁVIA TIRONI: Livros quero citar três: Por lugares incríveis da Jennifer Niven, Um mais um da Jojo Moyes e Hibisco Roxo da Chimamanda Ngozi. Paulo Coelho (li muito na adolescência), Jojo Moyes (foi a autora que mais me inspirou enquanto estava escrevendo Antes Dela Partir), J.K. Rowling, C.S. Lewis e Neil Gaiman.

Tem planos para livros futuros?

FLÁVIA TIRONI: Alguns… rsr. Além do Spin-off Azul Infinito que pretendo lançar ainda este ano em formato e-book na Amazon, estou escrevendo um romance YA que vai mesclar um pouco de misticismo indiano com a cultura irlandesa. O tema central é a busca de Winnie, a protagonista, por algo maior e que confira maior sentido à vida que ela julga sem graça. E como enquanto escrevo, outras ideias vão surgindo, recentemente fui contemplada por um insight quando uma parceira me contou sobre o tempo em que viveu numa cidadezinha na Itália e eu fiquei completamente apaixonada. Afora isso, também tenho a intenção pulsante de escrever um livro infantil inspirado no meu filho de 2 anos, cujo título provisoriamente é Nico e A esponja mágica.

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Dica de Leitura: As Três Marias – Rachel de Queiroz

Neste romance autobiográfico escrito em 1939, Rachel nos presenteia com a trajetória de três garotas: Maria Augusta (Guta e a nossa narradora), Maria Glória e Maria José, as Três Marias como são chamadas no internato.

A história tem início na infância dessas meninas e caminhamos ao lado das três até a fase adulta quando cada uma vai seguir o melhor caminho para si. As Três Marias faz referência também à constelação e a própria narradora caracteriza cada uma das personagens conforme a característica dos astros:

“Glória era a primeira, rutilante e próxima. Maria José escolheu a da outra ponta, pequenina e tremente. E a mim coube a do meio, a melhor delas, talvez; uma estrela serena de luz azulada, que seria decerto algum tranquilo sol aquecendo mundos distantes, mundos felizes, que eu só imaginava noturnos e lunares.”

A proximidade das amigas se deu não somente pela afinidade, mas também por suas dores. As Três Marias são marcadas por perdas e sofrimentos que nenhuma criança deveria passar. Ao longo da história vamos conhecendo o passado de cada uma dessas meninas e seus desejos para o futuro, acompanhando suas traquinagens no internato, suas paixões e suas esperanças.

Mas é Guta quem acabamos conhecendo mais profundamente e que nos mostra uma alma atormentada e suas reflexões acerca do amor e da vida. Me remeteu às personagens de Clarice, embora com as características literárias tão únicas de Rachel. E é interessante notar que a autora nos revela muito de sua própria vida íntima neste livro.

A narrativa é especialmente deliciosa, simples, porém não menos bonita, cativante e fluída. Quando você se dá conta terminou o livro e está com um sorriso nos lábios, pois é daquelas leituras leves que aquecem o coração. Fecho minha resenha com uma citação final que também remete às estrelas:

“Olho as Três-Marias, juntas, brilhando. Glória reluz, impassível, num raio seguro e azul. Maria José, pequenina, fulge tremendo, modesta e inquieta como sempre. E eu, ai de mim, brilho também, hei de brilhar ainda por muito tempo – e parece que a minha luz tem um fulgor molhado e ardente de olhos chorando”.

Adorei esse livro e com certeza recomendo a leitura!

Vou ficar muito feliz se me escreverem contando o que acharam da leitura!! E se por acaso quiserem alguma leitura específica, podem me pedir pelo email!! Boa semana e ótimas leituras!!

EVELYN RUANI
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Dica de Leitura: Nada – Carmen Laforet

“Houve momentos em que a vida rasgou todos os seus pudores ante meus olhos e apareceu nua, gritando intimidades tristes, que para mim eram apenas horríveis”.

Essa obra é do início ao fim isso. A vida, nua e crua, gritando horrores. A narrativa da autora é poética, deliciosa e super fluída. Há belas descrições de alguns pontos de Barcelona, e fiquei tão íntima da Rua Aribau que faço das palavras da personagem Andrea, as minhas próprias: “Entrar na Rua Aribau era como entrar na minha própria casa”. Mas ainda assim não sei dizer que sentimento tenho ao pensar nessa leitura, porque você fica da primeira à ultima página sem saber se amou ou achou simplesmente um absurdo tudo que foi relatado.

A história é narrada em primeira pessoa, por Andrea, uma jovem órfã que se muda para a casa de sua Avó em Barcelona, para cursar Letras na Universidade. As lembranças que tem dessa casa e de sua família são totalmente o oposto do que encontra ao chegar. Seus familiares estão empobrecidos e amontados num casarão decadente logo após a Guerra Civil Espanhola, e discutem o tempo todo aos gritos e agressões pelos motivos mais mesquinhos. Andrea sente-se o tempo todo deslocada e assustada, tentando se esgueirar pelas sombras sem ser vista e falando minimamente. Tenta buscar na universidade um modo de fugir desse mundo, mas é outro lugar onde se sente inadequada perto de seus colegas muito mais abastados que ela, criando relacionamentos superficiais, com exceção de Ena, sua melhor amiga.

“Ela me fez sentir tudo o que eu não era: rica e feliz. E nunca me esqueci disso.”

Nada é um relado da vida como ela é, do cotidiano de uma família desajustada que tenta manter seus vínculos aos berros. Tive ranço de alguns familiares, em especial de Angústias e sua carência e necessidade de controle no início do livro e Juan com seu machismo e agressividade até a última palavra do livro. As cenas de Juan e sua esposa Glória são indignantes, mas são cenas que muito provavelmente e infelizmente aconteçam dentro de muitos lares, sendo vistas ainda hoje, apesar de tanta luta, como normais. Inclusive pelas vítimas.

Andrea no meio de tudo isso é uma personagem, que apesar de protagonista e narradora da história, não se conecta muito, nem aos membros de sua família, nem ao próprio leitor. É possível perceber seu afastamento, sua introspecção. Sentia como se ela quisesse sumir o tempo todo, desaparecer do cenário aterrador de sua realidade. E quem poderia culpá-la por isso? Além disso tudo, ela pagava pelo quarto onde dormia no casarão de sua família e abdicou das refeições, para poder economizar para se dar algumas simples, mas caras, satisfações. Acabava gastando o dinheiro no início do mês e passava fome no restante dos dias. As descrições da magreza, das dores de cabeça, do mau humor e dos desejos que sentia ao ver/ouvir falar de comida, são perturbadores.

“O fato é que eu me sentia mais feliz desde que me desvencilhara daquele nó das refeições familiares. Pouco importava que naquele mês eu tivesse gastado demais e o orçamento de uma peseta diária mal desse para comer: no inverno, o meio-dia é a hora mais bonita. A melhor hora para tomar sol num parque ou na praça de Catalunha. Às vezes pensava, com prazer, no que estaria acontecendo em casa. Meus ouvidos se enchiam dos gritos do papagaio e dos palavrões de Juan. Preferia flanar livremente.”

É uma leitura que incomoda, que faz pensar e te tira do lugar comum. Três pontos que pra mim, formam uma verdadeira experiência literária. Portanto recomendo muito a leitura!

Vou ficar muito feliz se me escreverem contando o que acharam da leitura!! E se por acaso quiserem alguma leitura específica, podem me pedir pelo email!! Boa semana e ótimas leituras!!

EVELYN RUANI
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