Resenha: After

Livro: After
Autor(a): Anna Tood
Editora:
Paralela
Páginas: 524
Nota: 2
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei;
4.Gostei bastante; 5.Adorei)

Eu não sei como escrever essa resenha sem dizer que fiquei bastante decepcionada com o livro. Ok, ele trata de um assunto importante a ser abordado principalmente aos adolescentes/jovens adultos, que é o relacionamento abusivo? Trata (porém existem outros livros na literatura que tratam do assunto muito melhor. Recomendo: ACOTAR da Sarah J. Maas). A narrativa da autora é extremamente envolvente? É sim, afinal li 524 páginas em um dia!! Mas confesso que eu estava esperando um desfecho mais impactante e de certa forma mais elaborado. Perdi totalmente a vontade de ler os outros livros, porque pelo que me pareceu, serão outros 4 volumes tratando do vai e vem do casal protagonista que vive um relacionamento entre amor e ódio, que não deveria de forma alguma, ser romantizado. Fiquei um pouco indignada também com a citação pouco aprofundada e até mesmo errônea dos fatos do meu livro favorito da VIDA, que é O Morro dos Ventos Uivantes, mas como foram citadas como opiniões das personagens, há de se relevar. E esse é um ponto importante e acho que o mais alto de todo esse livro: há bastante citações de obras e autores clássicos da literatura e isso é sempre um ganho para o incentivo a leitura!

Resenha: Coraline

Livro: Coraline
Autor(a): Neil Gaiman
Editora:
Rocco
Páginas: 160
Nota: 5
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei;
4.Gostei bastante; 5.Adorei)

Coraline, foi o primeiro livro que Neil Gaiman escreveu para o público infantil e já acertou na mão!! É o tipo de livro que tem todo o esteriótipo do livro infantil, mas que não tem idade certa para a leitura. Ele é para todas as idades, e o mais genial é que cada idade vai entender aquilo que é necessário entender da história naquele momento. Porque Neil Gaiman conta uma história nas linhas e outra nas entrelinhas, criadas para encantar e assombrar.

A história começa com Coraline se mudando para uma nova cidadezinha com seus pais. Eles passam a morar em uma casa antiga, tão grande que foi dividida em quatro apartamentos vendidos separadamente. Apenas um deles ainda não foi vendido e está fechado. Nos demais moram Coraline e a família, duas senhoras ex-atrizes e um senhor que diz treinar ratos para um número de circo. Coraline vive explorando sua nova casa, enquanto seus pais trabalham e não tem muito tempo pra ela. Em uma das brincadeiras para se distrair, ela conta quantas portas a casa possui e descobre uma porta misteriosa que quando aberta dá para uma parede de tijolos que separa sua casa do apartamento vazio. Num dia chuvoso, sozinha em casa, Coraline decide checar essa porta novamente e descobre que a parede de tijolos sumiu e em seu lugar está uma passagem escura que a leva para sua própria casa, só que bem mais divertida e atraente. Nela, encontra seus pais, um pouco diferentes, com botões no lugar dos olhos e aparentemente bem mais afetuosos e com tempo pra ela. O gato que foge dela na casa de antes, nesta casa até conversa com ela, e ela finalmente conhece os ratos de circo que o Senhor insistia que treinava, mas que ela nunca tinha visto. Tudo é muito melhor que o original nessa nova versão de seu lar e seus pais diferentes querem convencê-la a ficar e colocar botões em seus olhos. Apesar de todas as coisas boas desse lugar mágico, Coraline sente que tem algo errado e recusa a oferta, se vendo em apuros e tendo que enfrentar desafios para sair daquele lugar e salvar seus pais verdadeiros.

É uma história grandiosa contada com simplicidade e poesia, os acontecimentos vão sendo descritos com uma sutileza tenebrosa. São retalhos dos nossos próprios medos. As personagens são profundas e inesquecíveis, nos fazendo refletir sobre as muitas faces que cada um esconde sobre sutilezas e sorrisos e os diálogos, mesmo os mais pequenos, tem sempre muito a dizer.

Do início ao fim do livro você é colocado a refletir sobre o que é real e o que não é e como as pessoas não conseguem esconder de todo suas verdadeiras naturezas. Me encantou muito como ele construiu a personagem Coraline, que apesar de ser uma criança, é extremamente esperta e consegue pressentir perigos e reconhecer certas situações com grande clareza. Sinto que as crianças são muito subestimadas hoje em dia e acabam crescendo sem atitude e pouco criativas por conta disso. Gaiman confiou que Coraline seria capaz, nós leitores também confiamos, embora com medo. Mas como ela mesma diz….

“quando você tem medo e faz mesmo assim, isso é coragem”.

Resenha: Laços de Família

Livro: Laços de Família
Autor(a): Clarice Lispector
Editora:
Rocco
Páginas: 135
Nota: 5
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei;
4.Gostei bastante; 5.Adorei)

Ler Clarice é desnudar-se. Olhar pra dentro, refletir. A leitura é densa porque trata da alma e de sentimentos que muitas vezes não queremos confrontar. Por isso ela as vezes (ou muitas vezes) não é compreendida. Clarice é um olhar pra dentro da gente.

Eu sou suspeita pois sou fã incondicional dela, mas também tenho que confessar que não consigo ler livros dela seguidamente. Tenho que ler e dar um tempo. Gosto assim também porque dessa forma consigo captar melhor o que ela transmite, compreendo mais.

Neste livro de 13 contos, destacam-se para mim: “A galinha”, “Amor” e “O crime do professor de Matemática”. Neste ultimo, um professor abandona um cachorro que teve e tenta encontrar o perdão para o seu crime. Apesar do final do conto não ser como eu gostaria que fosse (e isso se dá por que Clarice retrata a verdadeira alma humana) eu adorei essa citação:

“Enquanto eu te fazia à minha imagem, tu me fazias à tua. Dei-te o nome de José para te dar um nome que te servisse ao mesmo tempo de alma. E tu – como saber jamais que nome me deste? Quanto me amaste mais do que te amei?”.

Leitura recomendada para aqueles que, assim como eu, são fãs de Clarice.

Resenha: A Biblioteca Mágica de Bibbi Boke

Livro: A Biblioteca Mágica de Bibbi Boken
Autor(a): Jostein Gaarder
Editora:
Companhia das Letras
Páginas: 180
Nota: 5
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei;
4.Gostei bastante; 5.Adorei)

Fascinante!

“Os livros me dão as costas. Não para me rejeitar, como as pessoas: são convidativos, querendo apresentar-se a mim. Metros e mais metros de livros que nunca poderei ler. E sei: o que aqui se oferece é a vida, são complementos à minha própria vida que esperam ser postos em uso. Mas os dias passam rápido e deixam para trás as possibilidades. Um único desses livros talvez bastasse para mudar completamente a minha vida. Quem eu sou agora? Quem eu seria então?”.

E eu descobri que também sou uma mulher estranha de vestido vermelho! O.o

Sim, eu me vi quase totalmente retratada em Bibbi Bokken. A sua paixão pelos livros, o fato de ela quase literalmente “babar” pelos livros em uma livraria como, segundo Nils (um dos protagonistas), se os livros fossem “chocolates ou marzipãs”, e principalmente por ela amar o sistema decimal de classificação Dewey (eu também amo!♥) e ser bibliotecária.

O livro é totalmente fantástico. A forma como foi escrito através da troca de cartas entre dois primos que começam a querer desvendar os mistérios dessa mulher estranha de vestido vermelho faz com que você não consiga largar o livro. Principalmente porque no meio das cartas engraçadíssimas entre Nils e Berit contando as diversas aventuras por que passam os autores vão colocando valiosas informações sobre a história do livro. É fascinante! Entrou para os favoritos. Leitura totalmente recomendada!

Resenha: Ensaio sobre a Cegueira

Livro: Ensaio sobre a Cegueira
Autor(a): José Saramago
Editora:
Companhia das Letras
Páginas: 312

Nota: 5
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei; 4.Gostei bastante; 5.Adorei)

“Cegueira também é isto, viver num mundo onde se tenha acabado a esperança”.

Acho que é justamente isso. Era o que Saramago queria que enxergássemos. Que somos cegos a partir do momento em que perdemos as esperanças, em que deixamos nossos medos nos dominar, que não amamos os nossos próximos, que não pensamos em nossas atitudes. Esse livro é um soco no estômago, como Clarice uma vez disse sobre a vida! Cru, na carne, animal cheio de instintos.

Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. E não é uma cegueira comum, negra como ouvimos falar. É como um mar de leite, branco. É o primeiro caso de uma epidemia que logo se espalha incontrolavelmente. Inicialmente os “infectados” são resguardados em quarentena em um hospício onde se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem de volta ao primitivo.

A leitura te leva a sentir tudo que os personagens sentem. Lembro que me sentia tão suja, tão incomodada e angustiada como os “cegos” no hospício e quando em certa parte do livro as mulheres tomam banho na chuva, lembro de me sentir limpa junto com elas. É incrível o modo de escrever de Saramago. Perfeito.

Um livo sensacional. Recomendadíssimo!

Resenha: Se Houver Amanhã

Livro: Se Houver Amanhã
Autor(a): Sidney Sheldon
Editora:
Record
Páginas: 402

Nota: 5
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei; 4.Gostei bastante; 5.Adorei)

Quando nasceu o amor por Sidney Sheldon!
O primeiro livro de Sidney Sheldon que eu li foi a “Ira dos Anjos” e eu só tinha 14 anos e acabara de vir de uma linha de livros estilo “Julia/Bianca/Sabrina” onde tudo era lindo e o final sempre feliz. Imaginem como eu fiquei ao terminar este livro e verificar que de lindo não tinha nada e que o final era algo bem diferente de feliz. Tive raiva do autor, jurei que jamais voltaria a lê-lo de novo. Porém uma amiga que adorava Sheldon me disse que eu jamais poderia falar dele se não lesse o livro “Se houver amanhã”. Relutei bastante, mas no final das contas fui até a biblioteca e o peguei. E foi realmente onde minha paixão por Sidney Sheldon nasceu.

A história de “Se Houver Amanhã” é simplesmente apaixonante. Tracy Whitney, a personagem principal, jamais saiu de minha memória. Sidney Sheldon é capaz disso. Cria personagens tão marcantes que você entra na história com eles. Tracy era apenas uma mulher à beira do casamento com um homem decente da alta sociedade quando sua mãe se suicida por ter todo o patrimônio deixado pelo marido roubado por um homem poderoso da Mafia, Joe Romano. Tracy vai tirar satisfações e se vê envolvida em uma ação criminosa que a leva à prisão. Seu noivo a abandona sem nem ouvir as explicações e ela se vê sozinha numa penitenciária onde aprenderá muito da vida.

Uma narrativa impressionante que não te permite largar do livro. Eu recomendo a leitura. Já li todos os livros escritos por Sidney Sheldon e este continua a ser o meu favorito!

Resenha: Triste Fim de Policarpo Quaresma

Livro: Triste Fim de Policarpo Quaresma
Autor(a): Lima Barreto
Editora:
Klick
Páginas: 192

Nota: 4
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei; 4.Gostei bastante; 5.Adorei)

Triste fim de Policarpo Quaresma é uma obra interessante, engraçada e um pouco triste. Quaresma é um patriota sonhador, dominado pela ideia de um Brasil acolhedor, amável, um recanto de farturas, facilidades e compreensão. Ele sonha com uma reforma nacional, cujo objetivo era “despertar a pátria do sono inconsciente em que jazia, ignorante de seu potencial, e conduzi-la ao merecido lugar de maior nação do mundo”.

Mas a realidade que ele encontra é outra. Um país nada amável, nem acolhedor. Ao contrário, inóspito, cruel e opressor. Sua paixão pela língua Tupi é tão grande, que num momento de distração, reescreve um memorando na língua indígena. Esse fato faz com que seu superior ache que ele está subestimando sua inteligencia e o manda para casa por desacato.

Quaresma acaba num hospício por seu sonho patriota. Isso evidencia a distância entre o sonho e a realidade, critica o idealismo inconsequente e desconstrói o mito romântico de um Brasil superior.

Lima Barreto foi ótimo em sua narrativa, pois o romance transmite uma forte impressão de realidade e tem uma escrita fácil que não entrava a leitura.

“_É bom pensar, sonhar consola.
_Consola, talvez; mas faz-nos também diferentes dos outros, cava abismos entre os homens…”.

Leitura recomendada!

Resenha: Contos de Amor e Morte

Livro: Contos de Amor e Morte
Autor(a): Horácio Quiroga
Editora:
Abril
Páginas: 208

Nota: 4
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei; 4.Gostei bastante; 5.Adorei)

Não conhecia nada do autor e depois de voltar dos longos mergulhos na alma com Clarice Lispector, Quiroga foi um jorro de realidade. Enquanto Clarice explora psicologicamente sensações e personagens, Quiroga retrata de forma natural e incisiva os acontecimentos, alguns normais ao nosso dia a dia e outros nem tanto. Mas a comparação foi apenas para dar início a resenha e ter um balanço do que li este mês para o Desafio Literário, pois não há, de forma alguma como comparar os distintos talentos desses dois autores.

Há um pouco de tudo nos contos desta obra: amor, crueldade, insanidade, exploração, desgraça, doenças e morte. A lista ainda poderia continuar, mas o que realmente vale a pena destacar é a força da narrativa de Quiroga. Em todos os seus contos é possível notar aquele golpe decisivo que deixa o leitor atordoado ao final da leitura, além de, desde as primeiras frases, colocar o leitor dentro da cena vivendo cada momento da curta história. Admiro bastante autores que conseguem fazer isso com o uso das palavras.

Tenho que confessar que apesar disso, achei alguns dos contos enfadonhos e por esse motivo a classificação de quatro estrelas. Mas também há contos excelentes, como é o caso de “O solitário”, onde quiroga age com extrema habilidade criando uma tensão no conto que explode numa cena final surpreendente, e “O Travesseiro de Pluma” em que o autor trabalha através de um jogo de palavras que prenuncia um desfecho terrível. Fiquei boquiaberta neste último.

Gostei bastante de conhecer o autor e seus contos e com certeza, recomendo sua leitura!

Resenha: Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente.

Livro: Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente
Autor(a): Coletivo Literário
Editora:
Globo Alt
Páginas: 304

Nota: 2
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei; 4.Gostei bastante; 5.Adorei)

Regular.
Esse livro é da leva que seguiu o maravilhoso “Outros jeitos de usar a boca” da Rupi Kaur, mas infelizmente como outros que tentei ler do gênero, não foi tão bom quanto. Neste, temos vários textos soltos com a temática de fim de relacionamentos, relações difíceis, empoderamento, dor, enfim… São textos rápidos de serem lidos, muito embora como o título do livro já diz não devem ser lidos rapidamente, e tem muito peso emocional. Não desmereço de forma alguma a dor que as pessoas estavam sentindo ao escrever essas palavras e costumo gostar muito de textos encharcados na emoção, porém não me tocou. Infelizmente. Tinha uma expectativa grande pra esse livro e estava doida pra ler, mas não foi como eu esperava o que não quer dizer que é ruim, apenas que eu não gostei muito. Alguns textos são bons e mexeram comigo, mas a maioria achei bem rasos e clichês. Não me arrependo da leitura, porque acho que toda leitura é valida, mas nesse estilo ainda prefiro Rupi Kaur, de quem recomendo os dois livros. Esse ficou no regular.

Resenha: Senhor dos anéis – A Sociedade do Anel

Livro: O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel
Autor(a): J. R. R. Tolkien 
Editora:
Martins Fontes
Páginas: 632

Nota: 5
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei; 4.Gostei bastante; 5.Adorei)

Realmente maravilhoso!
Eu tentei ler Senhor dos Anéis não uma, mas quatro vezes desde os meus 19 anos e a indicação de um amigo querido. Assisti os filmes, amei a história, amo tudo que envolve o autor e como ele criou esse mundo simplesmente fantástico, mas a leitura não ia de jeito nenhum. Confesso minha extrema dificuldade em ler autores muito descritivos, mas acho que também não era a época certa. Consegui ler O Hobbit e impressionantemente rápido, mas quando iniciava A Sociedade do Anel, travava nas primeiras 30 páginas e não ia mais. Não vou dizer que dessa vez, que prometi, seria minha última tentativa, eu não tive algumas dificuldades. Não é o tipo de livro que eu não consigo largar e que vou pegar pra ler em qualquer oportunidade. Tive nas primeiras 300 páginas que me forçar a pegar ele pra ler e não desistir. Mas quando começava, a leitura deslanchava fácil e interessante, diferente do que imaginei e fui ficando empolgada. E a partir daí, fiquei apaixonada pelos personagens e história e não consegui largar mais.

Sim, Tolkien é extremamente descritivo, porém é uma descrição necessária e que vai ser usada ao longo da história. Não é simplesmente uma encheção de linguiça, são detalhes que vão te ajudar a entender muitas coisas ao longo da jornada. O que me cansou realmente e que fiquei um pouquinho entediada foram as músicas. Muita música, Sr. Tolkien. Mas até elas tem um propósito e isso amenizou um pouco meu tédio kkk

Sobre a história: é encantadora, impressionante, cheia de tantos detalhes que se torna quase real. É belamente contada e extremamente bem amarrada. Não há uma ponta solta e o que fica de dúvidas neste primeiro livro é somente porque a história ainda não terminou e tenho a certeza de que serão sanadas nos próximos livros. Sobre as personagens: são reais, bem delineadas, apaixonantes. Tolkien consegue fazer você sentir o que sentem, ter medo, angústia, amor por eles e sei que é o tipo de personagem que vou sentir muitas saudades depois.

Sobre a Terra Média: acho, sinceramente que apesar de ser uma linda história com belos personagens, tudo, absolutamente tudo gira em torno da Terra Média. A história é sobre a Terra Média e ela é a personagem principal dessa história. E por isso tantos detalhes, tantas descrições de cada pedacinho desse lugar fantástico e por isso a impressão de que existe, é real, e quem dera pudéssemos visitá-la e passar uns bons tempos por lá, pelo menso em algumas partes, como o Condado, Valfenda, Lothlórien.

Enfim, estou encantada, fascinada e já querendo iniciar As Duas Torres. Sinto que dessa vez, Tolkien me conquistou de vez e fico muito feliz por isso. Não podia ser uma bibliotecária completa, sem ter lido uma das maiores obras literárias de todos os tempos!