Resenha: O Peso do Pássaro Morto

Livro: O Peso do Pássaro Morto
Autora: Aline Bei @alinebei
Editora: @editoranosbr
Páginas: 165
Nota: 5/5

O que foi isso?
Esse livro foi indicação e presente de uma amiga querida e me destruiu. Se eu gostei? Amei e foi para os favoritos, porque definitivamente, e parafraseando Clarice (que falava sobre a vida) esse livro é um soco no estômago, um alarme, um chacoalho pra te tirar da zona de conforto, aquela onda do mar que te pega de surpresa e te revira toda devolvendo à areia sem rumo. Se prepare.

O livro é composto por nove capítulos, cada um para uma idade da personagem principal (que não tem nome) – 8, 17, 18, 28, 37, 48, 49, 50 e 52 anos. Esses números estão na capa do livro e achei isso genial, porque antes mesmo de ler, estava tentando decifrar o que seriam, mas a idade não me passou pela cabeça. A narrativa é em versos, o que faz você imaginar que será um livro de poemas, mas é um romance com uma história que a princípio é bem simples, mas que cresce monumentalmente ao longo da leitura.

O que chama a atenção desde o princípio é a originalidade da autora, a forma como cada pausa, pontuação (ou a falta dela), espaço, cadência faz parte da narrativa e dão o tom certo para os momentos que estão sendo relatados. Sem contar a beleza de seus encontros de palavras e a maturidade de sua narrativa que, por ser em primeira pessoa, traz as características específicas da idade de cada capítulo.

Além disso, a genialidade com que nos encanta no primeiro capítulo, quando a protagonista tem oito anos e nos conta em linguagem infantil a magia do primeiro grande amor que é a amizade e traz momentos tão belos que arrancam um sorriso dos lábios e como, com um virar de página, nos tira esse sorriso do rosto com um tapa estalado que vai doer até a última página. Desse momento em diante, é ladeira abaixo. Um mergulho na vida como ela é.

Um livro que fala sobre perdas e ausências, embora a protagonista sempre busque um meio de continuar, se recusando a viver só de dor. Seja da necessidade, ou da coragem, ou daquele impulso vital que nos faz continuar, ela extrai força pra seguir, mesmo que não saiba pra onde. É uma leitura pesada, costurada com delicadeza e beleza. É o peso de um pássaro morto…

Simplesmente fantástico. Recomendo muitíssimo a leitura.

Resenha: A Retornada

Livro: A Retornada
Autor: Donatella Di Pietrantonio
Editora: @taglivros
Páginas: 176
Nota: 4/5

“Eu fiquei órfã de duas mães vivas… Eu era filha de separações, de laços de parentescos falsos ou omitidos, de distâncias…”

Meu Deus que livro doído. Tantos sentimentos contidos em tão poucas páginas, é de partir o coração. A protagonista, que não chega a ganhar um nome, sendo conhecida como “A Retornada”, ou “A devolvida”, nos conta como foi a sua jornada desde que foi levada de volta à casa de sua mãe biológica aos 13 anos e precisou se adaptar a essa nova realidade, sem entender ao certo qual foi o motivo dessa “devolução”.

Nesse novo lar ela precisa aprender a conviver com irmãos que também não entendem o que ela está fazendo ali, com a distância de uma mãe que ela sequer consegue chamar de mãe, a escassez de comida, a sujeira, a violência doméstica, ou seja, a falta total de recursos financeiros e emocionais que é totalmente diferente do universo que ela tinha antes na casa da “mamãe do mar” como ela chama sua mãe adotiva.

O ponto forte dessa narrativa é o fato de que a protagonista é tão abandonada que ninguém se dá ao trabalho de explicar nada pra ela, e você se vê tão confusa quanto, querendo descobrir o que realmente aconteceu. O choque do abandono, que por si só, já é bastante traumático, é só o começo de inúmeras situações terríveis pelas quais ela passa nesse novo lar.

Já de início ela se vê obrigada a dividir a cama com a irmã mais nova, que logo ela descobre tem esse cheiro porque a irmã faz xixi na cama todas as noites e ela se vê acordando molhada diversas vezes.

Porém é justamente com essa irmã que um laço afetivo é criado e ambas se apoiam e se defendem nas situações terríveis a que são submetidas dia a dia nesse lar descompensado.

Resenha: Kindred – Laços de Sangue

Livro: Kindred, laços de sangue
Autora: Octavia E. Butler
Editora: @editoramorrobranco
Páginas: 432
Nota: 5/5

Butler nos apresenta a protagonista Dana, uma mulher negra que está completando vinte seis anos em 1976 e acabou de se mudar com seu marido para um novo apartamento. Ambos estão arrumando as estantes de livros, quando Dana se sente mal e cai de joelhos nauseada e seu mundo começa a sumir. Quando abre os olhos novamente, está em 1815 em uma fazenda escravocrata onde conhece Rufus, uma criança branca que aparentemente é um de seus ancestrais.

Dana começa então uma vida de viagens ao passado e ao presente sempre ajudando Rufus e passando por diversas situações terríveis e que colocam tanto a vida dele como a sua em risco, e que trazem reflexões extremamente pesadas, mas atuais e importantes. É angustiante acompanhar as viagens, seus medos por ser uma mulher negra que aparece em um mundo onde negros eram perseguidos, maltratados, açoitados até a morte.

Ao longo da leitura vamos aprendendo junto com ela, como essas viagens acontecem e desvendando cada vez mais sobre sua história, mas é desesperador não saber quando a viagem vai acontecer e o que a aguarda do outro lado cada vez que ela acontece. A relação de Dana com seu marido que a princípio não acredita nela, mas que acaba na tentativa de ajudá-la indo com ela para o passado em uma de suas viagens, é muito bonita e cheia de aprendizados e crescimento.

Todo o livro é um aprendizado e uma reflexão muito grande. As cenas são descritas por Butler de uma forma tão verdadeira, que a gente sente a dor como se estivesse acontecendo conosco, ou ao nosso lado, ali ao alcance das mãos. Me vi emocionada e em total desespero em várias cenas e desejando do fundo do meu coração que elas não fossem um retrato fiel da nossa triste história.

Entrou para os favoritos e recomendo muito a leitura!

Resenha: Memórias de uma Moça Bem-Comportada

Livro: Memórias de uma moça bem-comportada
Autora: Simone de Beauvoir
Editora: @novafronteira
Páginas: 320
Nota: 5/5

Esse foi o primeiro livro que li da Simone de Beauvoir e já me conquistou totalmente. Memórias de uma moça bem comportada é uma autobiografia dividida em quatro partes onde Simone nos conta desde sua infância até sua vida adulta.

O tom de crítica à sociedade e aos papéis impostos às mulheres já começa pelo título e desenha toda a narrativa até o último parágrafo. Ao contrário do que imaginei, sua escrita é fluída e em muitos momentos me lembrou Clarice Lispector e Virgínia Woolf, muito embora Simone seja o típo de autora singular e originalíssima.

Também me identifiquei com sua personalidade em diversas passagens, sempre buscando a leitura, o conhecimento e aprender coisas novas, e se indignando com o único destino possível às mulheres de sua época: casamento e filhos. Em determinado momento se vê sozinha, já que seus pensamentos e opiniões fortes à afastam da mãe e da irmã e já tinha sido separada da melhor amiga e seu grande amor ZaZa já que a moça era vista como péssima influência a Simone já que eram muito parecidas.

Simone segue até a fase adulta fiel ao que acreditava, buscando conforto nos estudos por campos de atuação propositalmente contrários aos paradigmas de uma moça bem comportada, como a matemática e as línguas, e na leitura de livros proibidos às mulheres, sobretudo de Filosofia.

Tornou-se escritora, filósofa, intelectual, ativista e professora, além de ter sido Integrante do movimento existencialista francês e até hoje ser considerada uma das maiores teóricas do feminismo moderno.

“Serviria à humanidade; que melhor presente lhe podia dar do que livros?”.

Virei fã e destaquei inúmeras passagens maravilhosas. Já quero ler tudo dela e recomendo muitíssimo a leitura.

Resenha: Carta a Minha Filha

Livro: Carta a Minha Filha
Autora: Maya Angelou
Editora: @editoraagir
Páginas: 144
Nota: 5/5

“Eu dei à luz uma criança, um filho, mas tenho milhares de filhas. Vocês são negras e brancas, judias e muçulmanas, asiáticas, falantes de espanhol, nativas da América e das ilhas Aleutas. Vocês são gordas e magras, lindas e feias, gays e héteros, cultas e iletradas, e estou falando com todas vocês. Eis aqui minha oferenda”.

Obrigada é muito pouco diante da gratidão que sinto por essa obra ter sido escrita e por termos a oportunidade de lê-la. Maya nos presenteia com uma narrativa cheia de amor, esperança, positivismo e conselhos que só uma mãe poderia compartilhar conosco. O tom é materno, a voz fala aos nossos corações e suas palavras trazem reflexões e aprendizados para a vida, hoje e sempre.

Dividido em 28 capítulos, encontramos desde narrativas de situações vividas a poemas, conselhos, canções e eles se mesclam entre dor e amor, angústia e alento, drama e comédia. Como eu costumo dizer: a vida como ela é. Maya nos traz palavras que nos dão coragem para lutar e nos tornamos protagonistas de nossa própria história. Aborda assuntos como lar, racismo, violência, religião, costumes e faz isso de uma forma tão cativante, íntima e confessional que é impossível parar até acabar.

Através de seus relatos, Maya nos mostra seus avanços em viver a vida da melhor maneira possível tentando sempre manter o otimismo e a esperança, apesar de todas as situações terríveis das quais foi vítima.

“O navio da minha vida pode ou não estar navegando por mares calmos e tranquilos. Os dias desafiadores da minha existência podem ou não ser brilhantes e promissores. Em dias tempestuosos ou ensolarados, em noites gloriosas ou solitárias, mantenho uma atitude de gratidão. Se insisto em ser pessimista, há sempre o amanhã. Hoje eu sou abençoada”.

Esse livro é seu testemunho de luta, um tocante relado de vida. Super recomendo a leitura!
#blogentreaspas#leiamaismulheresnegras#consciência

Resenha: Os Homens Explicam tudo Para Mim

Livro: Os homens explicam tudo para mim
Autora: #RebeccaSolnit
Editora: @editoracultrix
Páginas: 208
Nota: 5/5

Li por recomendação da amiga e parceira @realidadeliteral e simplesmente achei a leitura essencial. É difícil dizer que gostamos de um livro recheado de estatísticas terríveis onde as mulheres são sempre silenciadas, violentadas, diminuídas, humilhadas e apagadas da história e da vida como se não fossem absolutamente nada ou inferiores pelo simples fato de serem mulheres.

Mas é um livro que precisa ser lido, estudado, refletido e que seja um “wake up call” para que estejamos sempre prontas a lutar contra isso, a falar, a mostrar que estamos cientes e que não somos a favor dessa onda descredibilizadora e que tende a nos anular.

A narrativa da autora é clara, objetiva e acertiva. Traz ensaios sobre os mais diversos temas relacionados a vida e morte das mulheres nos mais diferentes lugares do mundo e são dados necessários de serem conhecidos por nós e por isso a leitura essecial desse livro corajoso. Além disso, Rebecca também nos traz relatos de sua própria experiência, tratando da falta de credibilidade com que as mulheres são tratadas e que é apenas uma das muitas ferramentas de silenciamento da nossa voz.

Recomendo demais a leitura e poderia dizer aqui, refletindo uma cultura na qual fui inserida desde que nasci, que é um livro essencial para mulheres, mas quebrando esse ciclo, digo que é um livro essencial a todos!

#blogentreaspas#resenhasliterárias#leiamaismulheres📚

[2021] #TBR de Abril

Sigo confiante que os meses tem 60 dias, os dias 48 horas e as horas 120 minutos 🙈📚📚📚📚

📖 Ana Karenina – #LeonTolstoi: ler até a página 376, para um #clubedeleitura de amigas;

📖 O Morro dos Ventos Uivantes – #EmilyBrönte: unindo as metas de #ler pelo menos um #livro da @darksidebooks por mês, mais mulheres e tanto para o clube de leitura “Provocações Literárias” @sheyla.santos.18 como para o Projeto de Leitura das Irmãs Brönte da @dudabmenezes;

📖 Star Wars: O Império Contra-Ataca – #GeorgeLucas e #AlexandreMatias: leitura coletiva do @nerdvino;

📖 Graça Infinita #DavidFosterWallace – estou desde o ano passado querendo ler esse livro e foi indicação de uma amiga querida. Infelizmente não consegui em março, mas sigo tentando em Abril;

📖 Crianças da Guerra – #ViolaArdone: lançamento da #parceira@faroeditorial e que estou doida pra ler;

📖 Longa Pétala de Mar – #IsabelAllende: terminando essa semana para a LC #cazamigas@may.book.s e @realidadeliteral;

📖 Filhos de Sangue e Outras Histórias (e-book) – #OctaviaEButler#leituracoletiva do grupo Entre Nós @blogdiscolivro;

📖 O Céu da Meia-Noite – #LilyBrooksDalton: unindo as metas de ler pelo menos um livro da @taglivros por mês e mais #ficçãcientífica;

📖 Água Viva #ClariceLispector: livro do mês do Clube de Leitura #TodaClarice;

📖 Morreste-me – #JoséLuisPeixoto: presente da amiga Thaise do @realidadeliteral que estou louca pra ler;

📖 Sonho de Uma Noite de Verão – #Shakespeare: autor homenageado do mês no @clubetripas;

📖 Seminário dos Ratos – #LygiaFagundesTelles (e-book): autora homenageado do mês no @clubetripas.

Resenha: Contos (In)Contáveis

Livro: Contos (in)contáveis
Autora: Cah Muniz @cah.muniz.escritora
Editora: @amazonbrasil
Páginas: 88
Nota: Adorei (5/5)

Numa conversa com a autora de “Comentários a respeito de Evelyn”, seu romance de estréia, confessei que romance romântico não era meu gênero favorito e ela prontamente me indicou essa coletânea de contos que achou que me agradaria. E não podia estar mais certa. Eu só não devorei o livro pois tinha outras leituras engatilhadas e tive que ir revezando, mas os contos são fantásticos!!

Nesta coletânea a autora reuniu seus dezesseis principais contos, alguns já publicados fisicamente em antologias de editoras nacionais e que trazem uma escrita moderna e peculiar. São indigestos e são muito da vida como ela é, minha temática favorita. A narrativa da autora é clara e envolvente e quando você percebe já está absolvendo ou condenando seus personagens ao final de cada conto devorado. Impossível não fazer uma reflexão com essa leitura cheia de camadas e que nos faz rever nossos próprios preconceitos e comportamentos.

Destaco demais o conto “Prole” que é fenomenal, e o motivo das cinco estrelas. O tipo de leitura essencial e que faz você parar pra respirar. Sua trama traz uma espécie de distopia que choca demais, já que a princípio você é levado a pensar que se tratam de animais e no entanto são seres humanos numa época onde não mais são os senhores do nosso planeta, mas tratados como objetos de estimação dos robôs humanoides que agora controlam a Terra.

O choque de realidade é simplesmente estarrecedor e ver um ser humano numa situação normalmente vivida por um animal é de revirar o estômago e quem sabe abrir os olhos de muitas pessoas que costumam financiar esse tipo de atrocidade.

Enfim, virei fã e termino essa resenha recomendando demais a leitura desses contos (in)contáveis

Resenha: Eu Sei Por Que o Pássaro Canta na Gaiola

Livro: Eu sei por que o pássaro canta na gaiola
Autora: Maya Angelou
Editora: @taglivros
Páginas: 336
Nota: 5/5

Esse livro poderia ser uma ficção, mas é real. Uma autobiografia que te faz mergulhar tão fundo nas relações humanas descritas que você se sente parte da narrativa.

Conhecemos neste livro a infância e início da adolescência de Maya e seu irmão Bailey Jr. na casa da avó e do tio, em Stamps, uma cidade americana onde a segregação racial é escancarada. Acompanhamos em sua narrativa, ora metafórica, ora objetiva, os principais acontecimentos de sua vida nesse período, envoltas em situações de racismo e sexismo. Das humilhações diárias aos encontros com os pais com os quais não tem nenhum tipo de relação construída, até o terrível estupro do qual foi vítima aos 8 anos de idade.

A narrativa de Maya é excepcional. A forma como ela conta esse momento tão hediondo de sua trajetória é intensa, emocional e envolvente. Fiquei o tempo todo com vontade de pegar a pequena Maya no colo e chorar todas as lágrimas não derramadas, mas sentidas intensamente. Uma criança que sequer tinha ideia do que estava vivendo.

“Os sons chegavam abafados a mim, como se as pessoas estivessem falando através do lenço ou com as mãos sobre a boca. As cores também não eram reais, mas uma vaga variação dos tons pastel que indicavam não tanto cores, mas familiaridades desbotadas. Os nomes das pessoas me fugiam, e comecei a me preocupar com minha sanidade”.

É uma leitura dolorosa, que nos faz refletir e repensar muitos conceitos, muitas ações e atitudes e por isso tão importante e essencial. Precisamos de leituras como essa para começar a entender os nossos privilégios e a respeitar e compreender aqueles que sofrem uma vida inteira para ter um segundo da paz que esbanjamos.

Recomendo muito!!
#blogentreaspas#leiamulheresnegras#bookstagram#ler

Resenha: A Noite do Perdão

Livro: A Noite do Perdão
Autor: Valdinei de Freitas
Editora: @ideeditora
Páginas: 480
Nota: 5/5

Neste livro espírita vamos acompanhar a saga da bem sucedida família Garcez, cujo patriarca orgulhoso administra os trabalhos na fazenda Mar da Espanha, conseguida com muito esforço e muito trabalho duro. José Garcez se esforçou também para passar os valores de dignidade e trabalho a seus filhos gêmeos. Um desses filhos, o que mais lhe ajudava na fazenda, decide tomar um rumo diferente ao que o pai desejava e após uma discussão acalorada e um ato intempestivo, a vida dessa família mudaria para sempre.

Acompanhamos então uma família aprendendo através de um sofrimento terrível o custo de um único instante. A leitura nos traz muitas reflexões sobre nossos atos impensados e o poder das palavras, mas também nos traz o alento do perdão possível e do recomeço apesar de todas as dificuldades do tempo, da distância e da separação.

Confesso que escolhi o livro pela capa pois as histórias da segunda guerra mundial e do holocausto me chamam atenção, mas apenas com o avançado da história vamos entender o que essa capa significa. Após momentos de muita dor e muita emoção, vamos descobrir que esta não é a primeira vida dessa família juntos e que sofreram no Gueto de Varsóvia sofrimentos bem mais terríveis e que trouxeram para este plano algumas arestas a serem aparadas.

A história é muito bonita, principalmente a parte da vida anterior vivida na longínqua Polônia no terrível Gueto de Varsóvia que nos traz imensa reflexão sobre muitas vertentes de nossa vida. A forma como a história do passado se encaixa perfeitamente com a vida atual da família Garcez é muito emocionante e o final nos traz o alento do perdão.

Recomendo muito a leitura!
#blogentreaspas#literaturaespírita#reflexõesnecessárias