Comportamento humano

“Devo admitir”, resmungou o robô para si mesmo enquanto começava a sair da cabine, “que eu não consigo às vezes entender o comportamento humano”.

C3PO, personagem de
. George Lucas, Donald F. Glut e James Kahn in Star Wars V – O Império Contra-Ataca .

Resenha: O Engenhoso Fidalgo D. Quixote da Mancha (volume 1)

Livro: O Engenhoso Fidalgo D. Quixote da Mancha
(Volume 1)
Autor: Miguel de Cervantes
Editora: @grupoabril
Páginas: 386
Nota: 5/5

Já tinha lido uma adaptação de Dom Quixote e todo mundo conhece a sua história de loucura e paixão! Mas não estava preparada para me apaixonar tanto pela história.

Neste primeiro volume somos apresentados a Dom Quixote, um homem em seus cinquenta anos, apaixonado pela leitura de romances de cavalaria e que de tanto ler começou a confundir realidade com fantasia, resolvendo imitar os heróis das páginas e partir em busca de grandes aventuras. Se veste como pode para parecer um cavaleiro, junta algumas armas, incluindo uma lança, monta em seu cavalo Rocinante e parte, a princípio sozinho, para suas aventuras.

Já logo no início encontra uma estalagem que imagina ser um castelo e pede ao dono do lugar, que em sua imaginação é um cavaleiro, para ordená-lo. E ali mesmo já se embrenha em sua primeira confusão ao confundir um bando de camponeses com inimigos, atacando-os e saindo bastante machucado dessa primeira aventura, mas feliz por ter sido sagrado Cavaleiro.

Preocupada com sua saúde mental, sua sobrinha pede ajuda ao Padre que logo o diagnostica como louco e decidem queimar todos os seus livros que foram os causadores dos problemas. A parte em que separam os livros que vão ou não à fogueira, é muito interessante e cheia de referências. Quixote vê tudo isso como obra de seu pior inimigo e nada curado, convence Sancho Pança a se juntar a sua jornada em busca de vingança.

A partir daí são cenas, engraçadíssimas e de dar pena também das sem razões de Dom Quixote. A cena dos Moinhos de Ventos é tão emblemática, bela e engraçada como imaginava e faz juz a sua fama. Sancho o batiza de “Cavaleiro da Fraca Figura” e as discussões entre ele e Sancho, que tenta trazê-lo à realidade, são muito engraçadas.

A narrativa é um pouco complexa com palavras que não são usuais, mas nessa edição havia notas de rodapé explicativas e textos complementares que ajudaram bastante na compreensão da leitura.

Super recomendo!!!
#blogentreaspas#domquixote#clássicosabrilcoleções📖

Olhar

“Seguiu-me com um olhar fixo: era uma pergunta ou era raiva? Eu não me esqueci desse olhar”.

. Micheliny Verunschk in O Som do Rugido da Onça .

Figura sombria

“Para Veers, aquela figura sombria sentada dentro de um casulo nem sequer parecia estar viva, apesar de emanar uma forte aura de pura maldade, que espalhava um frio temor no oficial”

. George Lucas, Donald F. Glut e James Kahn in Star Wars V – O Império Contra-Ataca .

Compreendo

“Compreendo bem. É assim: estou livre, mas não estou”.

. Ignácio de Loyola Brandão in Cadeiras Proibidas .

Mestra

“Se a história é uma mestra, qual é a sua face? Ela é a configuração do passado apenas?”

. Micheliny Verunschk in O Som do Rugido da Onça .

Saber pouco

“O melhor, hoje, é a gente saber pouco”

. Ignácio de Loyola Brandão in Cadeiras Proibidas .

Confuso

“Estou confuso”
“E é pra ficar. Não queremos nada claro”

. Ignácio de Loyola Brandão in Cadeiras Proibidas .

Resenha: As Sete Mortes de Evelyn Hardcastle

Livro: As Sete Mortes de Evelyn Hardcastle
Autor: Stuart Turton
Editora: @taglivros
Páginas: 480
Nota: 4/5

Todos os dias, um homem acorda na Mansão Blackheath em meio aos preparativos de uma luxuosa festa em homenagem a Evelyn Hardcastle, filha dos donos daquele lugar misterioso e que será assassinada em seu baile exatamente às 23h. Cada dia ele está hospedado em um convidado diferente da festa e sua missão é descobrir quem é o autor da morte de Evelyn.

As lembranças são espaças e unidas à confusão de acordar sempre no mesmo dia mas cada um deles em um corpo diferente é o carro chefe dessa trama que vai te envolver da primeira à última página.

Os segredos transbordam de todos os lados, e nada é simples nessa trama já que as regras não são claras e reviravoltas acontecem a cada página. São muitos personagens e a cada momento você assiste os acontecimentos se repetindo por um olhar e uma perspectiva diferente.

A narrativa do autor é impecável e você sente toda a agonia de cada personagem, suas dores, suas confusões e seus segredos mais secretos. Tão perto e tão longe de descobrir a verdade, o desespero de cada hospedeiro para desvendar esse mistério torna-se o seu desespero e é impossível largar a leitura.

Claro que o ir e vir, acordando cada vez em um hospedeiro em horários diferentes do dia fatídico da morte de Evelyn e o grande número de informações e pistas que vamos recebendo de cada um, torna a leitura confusa em certos momentos, mas fiquei realmente impressionada com a capacidade do autor de amarrar os mais ínfimos acontecimentos da trama, até mesmo os que você já tinha esquecido e que no fim se mostram importantes para desvendar um pedaço do mistério.

No fim, com uma pegada à lá Agatha Christie, todas as pontas soltas culminam num fechamento de trama bem amarrado, embora algumas explicações deixaram um pouco a desejar na minha opinião, o que não desqualifica a jornada incrível ao qual o autor nos transporta nessa leitura.

Adorei conhecer seu trabalho com personagens muito bem construídos e uma trama original, criativa e com ritmo emocionante.

Super recomendo!
#blogentreaspas#resenhaliterária#leiamaislivros📚

Como?

“Como pode ser bom alguém que compra outras pessoas?”

. Micheliny Verunschk in O Som do Rugido da Onça .